Para direcionar a conexão entre água e alimento, a partir de uma perspectiva dos direitos humanos, requer-se a consideração a aspectos ambientais e de saúde pública. Enquanto as crises globais de água e alimentos são frequentemente atribuídas à escassez, o Relator Especial sobre os direitos humanos à água potável e ao esgotamento sanitário, Pedro Arrojo Agudo, defende que enfrentar essas crises é, majoritariamente, uma questão de governança, e que desenvolver novas estratégias de governança baseadas nos direitos humanos é crucial, inclusive, assegurando a sustentabilidade dos ecossistemas e a gestão democrática de recursos essenciais. Ele propõe uma transição agroecológica que integra a perspectiva dos Direitos Humanos até uma gestão dos sistemas alimentares e hídricos, conectando Direitos Humanos a água e alimentação e endereçando os desafios da sustentabilidade e da governança das crises globais de água e de alimentos, particularmente, no contexto das mudanças climáticas.