ONDAS – Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento

ONDAS - Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento

Explosão em obra da Sabesp revela problema que pode estourar em São Paulo

Destaques –  9 a 15 de maio de 2025

Emoji Explosão em obra da Sabesp revela problema que pode estourar em São Paulo
2⃣ O caso Sabesp e uma São Paulo desprotegida
3⃣ Deputado do PT pede convocação de Sabesp, Comgás e Arsesp após explosão no Jaguaré
4⃣ Pesar pela tragédia, repúdio ao desmonte técnico do saneamento
5⃣ Explosão poderia ter sido evitada, afirma coordenador do ONDAS
6⃣ Sabesp e Comgás vão custear casas destruídas em explosão no Jaguaré, diz governo
7️⃣ Vendida por Tarcísio, Sabesp vê alta em queixas do povo e lucros de donos
8️⃣ Desgaste da Sabesp cria dificuldades em plano de saneamento de Tarcísio
9️⃣ A Sabesp: lucros exorbitantes com arrocho nos trabalhadores
? Potirendaba e Tabapuã (SP) também rejeitam privatização do programa Universaliza e mantêm sistemas próprios de água e esgoto
Durante audiência, secretária estadual diz que Universaliza SP pode resolver falta de água em Americana; ONDAS discorda
Audiência Pública em São Caetano do Sul (SP) debate o programa “Universaliza”
Municípios se mobilizam contra a adesão ao programa Universaliza São Paulo
MP analisa representação que liga escândalo do Master à privatização da Sabesp e da EMAE por Tarcísio de Freitas
Leilão de saneamento da Paraíba recebe proposta da espanhola Acciona
Sindicato apresenta pedido ao TCE para suspender a privatização da Copasa
Em comunicado ao mercado, Copasa nega ter cronograma definido para a privatização
Aegea e Sabesp/Equatorial se credenciaram para disputar a vaga de sócio de referência da Copasa MG
Na Inglaterra, falta d’água derruba CEO de empresa privada
ONDAS no 14º Encontro Nacional dos Urbanitários (ENU)

Emoji
EXPLOSÃO EM OBRA DA SABESP REVELA PROBLEMA QUE PODE ESTOURAR EM SÃO PAULO

Em sua coluna no UOL de 11/05, Leonardo Sakamoto escreve: “Quem defende que a privatização da Sabesp iria erguer uma nova Enel em termos de qualidade de serviço ganhou um argumento explosivo na tarde de hoje. Uma equipe da companhia de água e esgoto realizava uma obra no Jaguaré quando atingiu uma tubulação de gás. A explosão que ocorreu após o vazamento matou ao menos uma pessoa e deixou outras feridas, além de provocar incêndios e destruir casas e apartamentos. Um cenário de guerra na zona oeste da capital paulista.

Desde a privatização da Sabesp, trabalhadores vêm denunciando a redução no quadro de empregados com mais tempo de casa, por meio de programas de demissão voluntária e outros desligamentos, e sua substituição por mão de obra terceirizada sem o mesmo conhecimento técnico do sistema.”

Leia texto na íntegra.

2⃣
O CASO SABESP E UMA SÃO PAULO DESPROTEGIDA

Em artigo, Luís Nassif cita dados do ONDAS para expor os problemas da privatização da Sabesp: “A Sabesp já demitiu mais de 2 mil funcionários desde a privatização, sendo mil apenas no primeiro trimestre de 2025, segundo balanço da própria empresa. Segundo Amauri Pollachi, engenheiro com 30 anos de empresa e conselheiro do ONDAS, o quadro total caiu de cerca de 12.500 para menos de 8.000 funcionários em apenas dois anos — com dois PDVs mirando preferencialmente os técnicos mais experientes e de salários mais elevados.”

Saiba mais.

3⃣
DEPUTADO DO PT PEDE CONVOCAÇÃO DE SABESP, COMGÁS E ARSESP APÓS EXPLOSÃO NO JAGUARÉ

O deputado estadual Emidio de Souza (PT) apresentou requerimento de convocação de representantes da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), da Sabesp e da Comgás para prestarem depoimento à Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa.

O objetivo é darem explicações a respeito da explosão ocorrida nesta segunda-feira (11/05) no bairro do Jaguaré que deixou um morto e três feridos.

Saiba mais.

4⃣
PESAR PELA TRAGÉDIA, REPÚDIO AO DESMONTE TÉCNICO DO SANEAMENTO

O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) manifesta profundo pesar pela tragédia causada pela explosão no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, que deixou uma pessoa morta, feridos e dezenas de famílias afetadas. A entidade se solidariza com as vítimas e cobra rigorosa apuração das responsabilidades.

O episódio lança luz sobre um processo preocupante de desestruturação técnica e operacional que vem atingindo a Sabesp após a privatização, expondo os riscos provocados pela redução de quadros especializados e pela precarização das estruturas de planejamento, fiscalização e operação.

O SEESP destaca que a valorização dos profissionais e o fortalecimento das estruturas técnicas são fundamentais para prevenir acidentes e garantir serviços seguros e eficientes à sociedade.

O ONDAS se junta ao SEESP no repúdio à privatização que, como temos ressaltado, tende a precarizar os serviços, já que o grande objetivo é maximizar o lucro. Dessa forma, vidas são colocadas em risco em nome do dinheiro. Água e saneamento são direitos, não mercadorias!

Saiba mais.

5⃣
EXPLOSÃO PODERIA TER SIDO EVITADA, AFIRMA COORDENADOR DO ONDAS

A explosão desta segunda-feira (11), ocorrida durante uma obra de remanejamento de tubulação de água que atingiu uma rede da Comgás, além das vítimas, provocou estragos em 35 casas no Jaguaré, na Zona Oeste da Capital, de acordo com a Defesa Civil do Estado.

A empresa informou que irá disponibilizar aos moradores afetados um auxílio de R$ 5 mil. No total, há 194 famílias cadastradas para receber a ajuda financeira.

O acidente, assim como outros envolvendo explosão, poderia ser evitado na opinião do engenheiro e coordenador do Ondas, Amauri Pollachi, que atuou na Sabesp por 31 anos.

“As pessoas que estavam lá realizando o serviço não observaram os procedimentos que devem ser feitos quando se tem uma rede de gás próxima. Em uma rua estreita como aquela não se pode entrar com um equipamento de perfuração sem uma troca de informações com a empresa responsável pela tubulação. Só que um serviço com estes cuidados custa mais caro”, avalia.

Saiba mais.

6⃣
SABESP E COMGÁS VÃO CUSTEAR CASAS DESTRUÍDAS EM EXPLOSÃO NO JAGUARÉ, DIZ GOVERNO

Designado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para coordenar a resposta do estado à explosão no Jaguaré, o coronel Elson Moreira da Silva afirmou durante coletiva na quarta-feira (13/05) que os custos de reconstrução e indenização das famílias atingidas serão divididos entre Sabesp e Comgás.

“A responsabilidade é das concessionárias”, afirmou o coronel no local da explosão. “Todos vão ter sua moradia de volta.”

Saiba mais.

7️⃣
VENDIDA POR TARCÍSIO, SABESP VÊ ALTA EM QUEIXAS DO POVO E LUCROS DE DONOS

Quase dois anos após ser privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas, a Sabesp vê o número de reclamações da população sobre a qualidade do serviço aumentar ao mesmo tempo em que controladores e acionistas celebram a alta do lucro.

Levantamento de Adriana Ferraz, no UOL, usando dados da própria Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, aponta que a média mensal de queixas cresceu 70% entre janeiro e março deste ano em comparação a 2025, passando de 1.041 para 1.770.

Municípios têm aprovado CPIs para investigar as queixas da população. A queda na qualidade do serviço aliada ao baixo nível dos reservatórios que abastecem a capital têm levado ao questionamento se a empresa caminha para se tornar uma dor de cabeça semelhante à Enel, ex-AES, ex-Eletropaulo.

Coincidentemente, a alta de reclamações ocorre no mesmo momento em que a empresa fez a alegria dos investidores ao anunciar um aumento nos seus ganhos. Na quinta (7), a Sabesp divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão entre janeiro e março de 2026 — um aumento de 32,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Saiba mais.

8️⃣
DESGASTE DA SABESP CRIA DIFICULDADES EM PLANO DE SANEAMENTO DE TARCÍSIO

O governo de ‪Tarcísio de Freitas começou a enfrentar as primeiras deserções políticas no Universaliza SP, principal projeto estadual para regionalizar e ampliar concessões de saneamento após a privatização da Sabesp. A resistência ao programa cresceu justamente às vésperas do início das audiências públicas promovidas pela gestão paulista.

O avanço da resistência ao Universaliza SP ocorre num momento de aumento da pressão política sobre a Sabesp desde a privatização da companhia. Nas últimas semanas, além da escalada de reclamações sobre abastecimento e tarifas, a empresa também passou a enfrentar desgaste após a explosão registrada durante obras no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, que destruiu imóveis, matou uma pessoa e levou parlamentares a cobrarem investigação e reparação às famílias atingidas.

Na última semana, os municípios de São José do Rio Preto e Votuporanga abandonaram o programa estadual. O movimento ganhou peso político por envolver prefeitos de partidos alinhados ao governador.

Saiba mais.

9️⃣
A SABESP: LUCROS EXORBITANTES COM ARROCHO NOS TRABALHADORES

A Sabesp publicou em 14/05 ata de sua assembleia geral ordinária, realizada em 28/04, que aprovou a destinação do lucro líquido apurado em 2025. Do total deR$8,46 bilhões, R$ 423 milhões foram destinados à reserva legal, R$ 2,38 bilhões ao pagamento de dividendos aos acionistas e R$ 5,66 bilhões à constituição da reserva estatutária para investimentos.

A tabela a seguir, organizada pelo ONDAS, demonstra que o lucro líquido anual médio da Sabesp no triênio 2021–2023 — período imediatamente anterior à privatização — foi de R$ 3,4 bilhões. Já no biênio 2024–2025, o lucro líquido anual médio alcançou R$ 9,2 bilhões, o que significa um crescimento de aproximadamente 2,7 vezes.

Ou seja, com a Sabesp privatizada, no biênio 2024/2025, R$ 3,33 de cada R$ 10,00 das tarifas de água e esgoto cobradas dos usuários converteram-se em lucro líquido da companhia.

Valores corrigidos pelo IPCA para 31/12/2025.

Por outro lado, a evolução da participação das despesas de pessoal no valor adicionado na produção mostra uma forte redução dos gastos com trabalhadores. No triênio anterior à privatização, a participação média das despesas de pessoal no valor adicionado foi de 25%. No biênio 2024–2025, esse percentual caiu para 13,5%.

Os números confirmam que a atual gestão da Sabesp passou a priorizar fortemente a maximização da rentabilidade aos acionistas. Em contrapartida, tornam-se secundários objetivos como a universalização do acesso, a acessibilidade aos serviços  e a efetivação dos direitos humanos à água e ao esgotamento sanitário das populações em situação de vulnerabilidade econômica e social.

?
POTIRENDABA E TABAPUÃ (SP) TAMBÉM REJEITAM PRIVATIZAÇÃO DO PROGRAMA UNIVERSALIZA E MANTÊM SISTEMAS PRÓPRIOS DE ÁGUA E ESGOTO

Municípios do noroeste paulista não aderiram ao programa Universaliza SP, que prevê concessões regionalizadas até 2060.

Saiba mais.


DURANTE AUDIÊNCIA, SECRETÁRIA ESTADUAL DIZ QUE UNIVERSALIZA SP PODE RESOLVER FALTA DE ÁGUA EM AMERICANA; ONDAS DISCORDA

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou nesta terça-feira (12/05) que o programa Universaliza SP pode resolver os problemas de falta de água enfrentados por Americana nos últimos anos. A declaração foi feita durante audiência pública realizada na sede da Ares-PCJ, que discutiu a possível adesão do município ao projeto do Governo do Estado

O coordenador do ONDAS, Amauri Pollachi, criticou o programa e afirmou que Americana pode enfrentar problemas semelhantes aos registrados em municípios atendidos pela Sabesp.

Engenheiro e ex-funcionário da companhia estadual por 31 anos, Pollachi afirmou que o modelo pode provocar deterioração na qualidade dos serviços e aumento nas tarifas cobradas da população. “O povo de Americana pode esperar uma deterioração na qualidade da prestação dos serviços, como está acontecendo com a Sabesp hoje”, afirmou.

Segundo ele, cidades da região já enfrentam problemas relacionados à qualidade da água e falhas operacionais. Pollachi também criticou o modelo de gestão centralizada e afirmou que a população perde proximidade com o serviço. “Haverá aumento de tarifas ao longo do tempo e também um atendimento que deixa de ser próximo do cidadão”, disse.

Saiba mais.


AUDIÊNCIA PÚBLICA EM SÃO CAETANO DO SUL (SP) DEBATE O PROGRAMA “UNIVERSALIZA”

Representantes do ONDAS participaram, no último dia 11, de uma audiência pública em São Caetano do Sul (SP) para discutir o programa Universaliza São Paulo, iniciativa do governo estadual que afirma ter como objetivo apoiar os municípios no processo de universalização dos serviços de saneamento, conforme determina a Lei Nacional de Saneamento.

Na avaliação do ONDAS, porém, o que o governo realmente pretende é abrir caminho para a privatização dos serviços municipais de água e esgoto em todo o estado. Ou seja, após avançar na privatização da Sabesp, o governador Tarcísio de Freitas agora buscaria estender esse processo aos serviços autônomos municipais.

Durante a audiência, o ONDAS manifestou-se contrariamente à proposta. Entre os argumentos apresentados, destacou-se que a maior parte dos municípios paulistas já possui serviços praticamente universalizados, não havendo necessidade de aderir ao programa. Também foram apontados riscos observados em cidades atendidas pela Sabesp: tarifas que vêm aumentando de forma significativa, queda na qualidade dos serviços e demissões que precarizam as condições de trabalho.

Segundo o ONDAS, esse cenário de precarização já tem se refletido em acidentes graves, como a explosão de uma tubulação de gás na zona oeste de São Paulo, que resultou em duas mortes — episódio que, na visão da entidade, evidencia os perigos de fragilizar estruturas e equipes responsáveis por serviços essenciais.

Diante disso, o ONDAS reforçou a importância de preservar a autonomia municipal e evitar que serviços de água e esgoto — fundamentais para a saúde pública — sejam submetidos a modelos que, segundo a entidade, tendem a priorizar interesses privados em detrimento do interesse coletivo.


MUNICÍPIOS SE MOBILIZAM CONTRA A ADESÃO AO PROGRAMA UNIVERSALIZA SÃO PAULO

No dia 14, representantes do ONDAS reuniram-se com lideranças da cidade de São Carlos (SP) para discutir a mesma proposta e preparar a participação na audiência pública que ocorrerá no próximo dia 25. O encontro teve como objetivo fortalecer a articulação local, esclarecer dúvidas sobre o programa e apoiar a mobilização da sociedade civil em defesa da gestão pública e municipal dos serviços de saneamento.

Veja a agenda de audiências públicas.


MP ANALISA REPRESENTAÇÃO QUE LIGA ESCÂNDALO DO MASTER À PRIVATIZAÇÃO DA SABESP E DA EMAE POR TARCÍSIO DE FREITAS

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público (PJPP) do Ministério Público de São Paulo analisa uma denúncia feita pelo deputado Antônio Donato (PT-SP), líder da oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo, sobre uma possível conexão entre o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e as privatizações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., a Emae, conduzidas pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) entre abril e julho de 2024, em meio à uma série de suspeitas de fraudes.

Saiba mais.


LEILÃO DE SANEAMENTO DA PARAÍBA RECEBE PROPOSTA DA ESPANHOLA ACCIONA

A espanhola Acciona foi a única empresa a se inscrever para o leilão de contrato de parceria público-privada (PPP) de aproximadamente R$3 bilhões licitado pela companhia de saneamento do estado da Paraíba, a Cagepa.

A empresa registrou sua oferta inicial para o contrato na B3, operadora da bolsa de valores brasileira que realizará o leilão da PPP em 15 de maio.

A Acciona S.A. é controlada pela Família Entrecanales que detém 55,73% das ações. Fundos de investimento financeiro como  Tussen de Grachten, BV e Wit Europese Investering B.V. também participam no capital do grupo. Na Espanha, em julho de 2022, a Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) aplicou uma multa de 29,4 milhões de euros à Acciona por ter fraudado, durante 25 anos, junto com outras importantes construtoras espanholas, milhares de licitações públicas para a construção de infraestruturas e obras civis.

O contrato de PPP promovido pela Cagepa,  modelada e apoiada pelo BNDES, abrange operação e ampliação dos serviços de esgotamento sanitário em 85 cidades paraibanas, por prazo de 25 anos, com previsão de investimentos de R$ 3 bilhões.

Registre-se a ausência na licitação dos maiores grupos privados atuantes no setor, a exemplo da Aegea, BRK e Iguá, todos enfrentando dificuldades para seguir se expandindo.

Leia mais.


SINDICATO APRESENTA PEDIDO AO TCE PARA SUSPENDER A PRIVATIZAÇÃO DA COPASA

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) recebeu, nesta segunda-feira (11/05), pedido pela suspensão dos atos relacionados ao processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A solicitação foi encaminhada à Corte pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG).

Segundo a entidade, há risco à isonomia entre eventuais interessados no posto de investidor de referência da Copasa. De acordo com a petição remetida ao TCE-MG, os documentos referentes à etapa prévia à desestatização, terminada na sexta-feira (8), têm “exigências financeiras desproporcionais, prazo exíguo de habilitação e critérios de qualificação incompatíveis com a realidade do mercado”.

O Sindágua-MG critica a exigência de carta de fiança bancária de R$ 7 bilhões e a necessidade de apresentação de histórico prévio de investimentos de mais de R$ 6 bilhões no setor de infraestrutura. Na visão da entidade, houve a criação de “barreiras de entrada que reduzem drasticamente o universo de participantes efetivos e favorecem cenário de competição insuficiente”

Saiba mais.


EM COMUNICADO AO MERCADO, COPASA NEGA TER CRONOGRAMA DEFINIDO PARA A PRIVATIZAÇÃO

A Copasa emitiu, na última terça-feira (12), um comunicado ao mercado em que nega trabalhar com um cronograma de privatização já estabelecido. A nota foi emitida em resposta a um pedido de esclarecimento da Gerência de Acompanhamento de Empresas 2 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os planos da companhia de disponibilizar as ações estatais para venda.

Na resposta à CVM, a Copasa informou que a definição das datas e prazos é um atributo exclusivo do acionista controlador, o Governo de Minas, e não parte da diretoria da companhia. Em janeiro, o Executivo definiu que o modelo de venda da empresa será feito via oferta secundária de ações, ou seja, pela venda de papéis que pertencem ao estado.

A Copasa informa também que, na terça-feira, consultou o Governo de Minas sobre a possibilidade de estabelecimento de um cronograma para a privatização e divulgará as datas caso receba uma resposta afirmativa. Na nota, a Copasa ainda aponta que  que cronogramas preliminares estão sendo discutidos, mas ressalta que qualquer definição depende da evolução de um processo em debate no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

No mês passado, o TCE determinou limites para o avanço das discussões sobre a venda da companhia de saneamento. O tribunal liberou que a estatal faça ações como a realização de estudos, avaliações e auditorias; elaboração de documentos estruturantes e aprovação em instâncias de governança; e o protocolo de registro junto à CVM e submissão de documentos à Bolsa de Valores (B3). A venda efetiva das ações da empresa, no entanto, segue vedada.

O acionamento da Copasa pela CVM se deu a partir de uma notícia que apontava um adiamento no cronograma de privatização e estabelecia que as operações definitivas da venda se dariam a partir do dia 21 de maio. As informações foram negadas pela companhia.

Saiba mais lendo a matéria da Itatiaia.


AEGEA E SABESP/EQUATORIAL SE CREDENCIARAM PARA DISPUTAR A VAGA DE SÓCIO DE REFERÊNCIA DA COPASA MG

Aegea e Sabesp com a Equatorial se  credenciaram formalmente como interessadas no posto de sócio de referência da Copasa, por meio da aquisição de aproximadamente 30% das ações e assumir o controle da estatal mineira. O prazo de cadastro encerrou-se em 8 de maio de 2026, com o leilão previsto para o primeiro semestre, embora possa ser postergado.

Saiba mais.


NA INGLATERRA, FALTA D’ÁGUA DERRUBA CEO DE EMPRESA PRIVADA

O presidente da South East Water, renunciará ao cargo após grandes interrupções no abastecimento de água em Kent e Sussex. Chris Train renunciou ao cargo de presidente na semana passada, após um relatório contundente de parlamentares, que afirmaram não ter “nenhuma confiança” na liderança da empresa.

Os responsáveis ​​da South East Water foram interrogados duas vezes por deputados da Comissão de Ambiente, Alimentação e Assuntos rurais (Efra) do Parlamento britânico sobre as providências relativas  às múltiplas interrupções no abastecimento em Kent e Sussex.

Milhares de clientes ficaram sem acesso à água da torneira, chuveiro ou descarga nos vasos sanitários durante os cortes de energia entre novembro e janeiro.

Saiba mais lendo a matéria do The Guardian.


ONDAS NO 14º ENCONTRO NACIONAL DOS URBANITÁRIOS (ENU)

No último dia 8 de maio, Edson Aparecido da Silva, secretário‑executivo do ONDAS, participou do 14º (ENU), realizado na cidade de Natal (RN). O objetivo do encontro foi ampliar a articulação e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras urbanitários na resistência ao processo de privatização dos serviços de água e esgoto, bem como traçar estratégias para a ampliação e garantia dos direitos da categoria diante desse cenário.

Também foi debatida a necessidade de definição de um piso salarial nacional para os urbanitários, medida considerada fundamental para assegurar condições dignas de trabalho em todo o país. Os participantes destacaram que somente com unidade, mobilização e organização será possível defender as conquistas históricas da categoria e continuar atuando para garantir a melhor prestação de serviços à população — especialmente em um contexto em que as empresas priorizam o lucro e a satisfação de seus acionistas. Edson Aparecido da Silva tratou ainda do tema da tarifa social, destacando sua importância como instrumento de garantia do direito humano à água potável e ao saneamento, sobretudo para a população que vive em situação de maior vulnerabilidade social.

 

FORTALEÇA A LUTA DO ONDAS EM DEFESA DO DIREITO À ÁGUA!
. Você ainda não é sócio do ONDAS?
ONDAS é constituído por pessoas que acreditam e trabalham pelo saneamento público universal e de qualidade. Seus associados são acadêmicos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores do setor, integrantes de movimentos sociais que têm a convicção de que água é um direito, não mercadoria.
Você também pode ser um associado do ONDAS! ?Preencha o formulário e junte-se a nós.


CONFIRA AS EDIÇÕES ANTERIORES DE A SEMANA – clique aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *