Destaques – 7 a 13 de fevereiro de 2026
Corrupção: o propinoduto da Aegea nas concessões de água e esgoto
Aegea publica fato relevante admitindo publicamente a existência do acordo de leniência com o MPF em 2021
Ex- CEO da Aegea e atual presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, comandava esquema de corrupção para obter concessões
Executivos da Aegea têm remunerações escandalosas
Financeirização: Aumentos de capital da Aegea chegam a R$ 1,2 bilhão
Oficinas durante o 2° Encontro Nacional dos Direitos Humanos à Água e ao Saneamento facilitarão a participação em debates de temas cruciais
Plano Clima: Governo do Brasil divulga sumário executivo
Sabesp privatizada faz uma restrição deliberada da água na contramão do direito humano
Ajuda de Tarcísio a Sabesp mascara custo bilionário ao consumidor
Banho de garrafa e cinema sem banheiro: falta de água afeta todas as regiões de São Paulo
Convocação para ato: A conta chega, mas a água não
Justiça suspende contrato da Águas do Imperador e bloqueia R$ 26 milhões em Petrópolis
Financeirização do saneamento: Copasa, BRK e Aegea disputam investidores ‘órfãos’ de elétricas em oferta de ações
Sergipe: A bomba-relógio da privatização das águas
Após expansão de cisternas, 30% deixam Bolsa Família, aponta estudo
Parcela B na transição tributária desafoga setor de saneamento
Tecnologia transforma esgoto em água para produzir alimentos no Semiárido
Funasa e Unicef alinham parceria para saneamento em escolas rurais
Jovem brasileira cria sistema movido a energia solar que potabiliza água de cisternas no Sertão nordestino
Vereadores vão ao TCE-RJ contra edital de concessão de água e esgoto
Luta antifascista: participação, solidariedade internacional e compromisso com a soberania dos povos
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CORRUPÇÃO: O PROPINODUTO DA AEGEA NAS CONCESSÕES DE ÁGUA E ESGOTO
A expansão da maior holding de saneamento básico brasileira na década passada teve um ingrediente secreto: corrupção de prefeitos, governadores e até de integrantes de órgãos de fiscalização, conforme a própria companhia admitiu em acordo com as autoridades.
Segundo documentos e anexos de uma delação premiada homologada em 2025 pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) após cinco anos, ainda sob sigilo, aos quais o UOL teve acesso, executivos e colaboradores ligados à Aegea admitiram o pagamento de propinas a agentes públicos em pelo menos seis estados (SC, SP, RJ, MT, MS e RO) e 20 municípios para obter ou manter concessões de água e esgoto em esquema que movimentou pelo menos R$ 63 milhões entre 2010 e 2018. O acordo celebrado em 2021 foi homologado pelo ministro Raul Araújo, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), em fevereiro de 2025,
O grupo Aegea vem apresentando um crescimento fantástico desde 2019: entre concessões dos serviços de abastecimento de água, de esgotamento sanitário, concessões plenas de água e esgoto, e PPPs de esgoto, conquistou contratos em 853 municípios dos estados do Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará (quase todos os municípios do estado), Piauí (idem), Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul (onde comprou a companhia estadual) e Santa Catarina.
É de se perguntar se métodos heterodoxos foram empregados também para obter os contratos posteriores à delação premiada.
AEGEA PUBLICA FATO RELEVANTE ADMITINDO PUBLICAMENTE A EXISTÊNCIA DO ACORDO DE LENIÊNCIA COM O MPF EM 2021
A Aegea publicou fato relevante em 5 de fevereiro, um dia após o vazamento do acordo de leniência sigiloso, admitindo acordo em que sua controlada Montese se compromete a pagar R$ 439 milhões de indenização pelas práticas indevidas.
A nota assinada por André Pires de Oliveira Dias Diretor Financeiro e de Relações com Investidores afirma que a adesão da Companhia ao Termo de Acordo como garantidora, concluindo definitivamente os eventos, objetivou fortalecer seu compromisso com a ética, assegurando assim sua cultura de integridade corporativa.
Leia o Fato Relevante publicado pela Aegea.
EX- CEO DA AEGEA E ATUAL PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA COPASA, HAMILTON AMADEO, COMANDAVA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO PARA OBTER CONCESSÕES
O ex‑CEO da Aegea e ex‑presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, comandava um esquema de corrupção voltado à obtenção de concessões de água e esgoto. Segundo delação premiada homologada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Amadeo teria admitido coordenar pagamentos de propina a políticos enquanto atuava na Aegea. A revelação foi divulgada pelo UOL e repercutiu imediatamente.
De acordo com o jornal O Tempo, Amadeo havia sido eleito presidente do Conselho da Copasa em abril de 2024. No dia 12 de fevereiro último, renunciou ao cargo após a divulgação da delação. As investigações apontam que o esquema teria movimentado ao menos R$ 63 milhões entre 2010 e 2018, envolvendo repasses ilícitos para garantir ou manter concessões em diversos estados e municípios.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que pretende realizar o leilão da Copasa até abril. A Aegea, por sua vez, declarou ter interesse na estatal mineira, mas aguarda a definição das regras do processo.
EXECUTIVOS DA AEGEA TÊM REMUNERAÇÕES ESCANDALOSAS
No ano passado, a Aegea Saneamento e Participações, a maior holding do setor, pagou a seus quatro diretores estatutários, entre salários, pró-labores e benefícios em média R$ 209.489,12 por mês, mais de quatro vezes e meia o teto do funcionalismo. Ou o equivalente a 129 salários mínimos.
Muito? Não, pouco! Se comparado com a remuneração total média de cada um desses quatro diretores que, quando incluídos bônus e participação nos resultados, atinge a inacreditável bagatela de R$ 4.481.221,18 mensais.
A Aegea, propriedade da Equipav, Itaúsa e GIC (fundo soberano de Singapura), atua em 892 municípios de 15 estados brasileiros, por meio de concessionárias de água e esgoto. Praticamente toda a receita operacional do grupo provém das tarifas de água e esgoto pagas pelos usuários dos serviços públicos de saneamento, inclusive os do Piauí e do Pará, estados pobres cujas concessões a Aegea comprou ano passado.
FINANCEIRIZAÇÃO: AUMENTOS DE CAPITAL DA AEGEA CHEGAM A R$ 1,2 BILHÃO
Em fato relevante publicado em 09 de fevereiro a holding Aegea informou sobre dois aumentos de capital realizados em assembleia geral da companhia: o primeiro montou a R$ 797,6 milhões e o segundo a R$ 402,4 milhões, totalizando R$ 1,2 bilhão. O segundo depende ainda de aprovação do CADE. As novas subscrições foram feitas pelos GIC (Fundo Soberano de Singapura) e pelo Itaúsa S.A, ambos já acionistas da holding, mas o controle da Aegea continua com a Equipav.
Após a conclusão desse segundo aumento de capital, a composição acionária da Companhia passará a ser a seguinte: i) capital votante: 68,69% – Equipav, 20,40% – GIC, 10,91% – Itaúsa; ii) capital total: 52,11% – Equipav, 34,62% – GIC, 13,27% – Itaúsa.
Leia o Fato Relevante.
OFICINAS DURANTE O 2° ENCONTRO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS À ÁGUA E AO SANEAMENTO FACILITARÃO A PARTICIPAÇÃO EM DEBATES DE TEMAS CRUCIAIS
Programadas para o dia 19 de março, segundo dia do Encontro, seis oficinas abordarão temas diversos de interesse para a realização dos direitos à água e ao esgotamento sanitário:
– Saneamento em territórios tradicionais;
– Mudanças climáticas, saúde e segurança hídrica;
– Água e banheiros nos espaços públicos;
– Privatização, financeirização e oligopolização do saneamento no Brasil;
– Água em nossas mãos: experiencias de gestão comunitária no Brasil e na América Latina;
– Saneamento rural: tecnologias sociais e justiça hídrica.
Conheça a programação completa do 2° ENDHAS e faça sua inscrição aqui.
PLANO CLIMA: GOVERNO DO BRASIL DIVULGA SUMÁRIO EXECUTIVO
Após dois anos de trabalho, em 05 de fevereiro passado, o governo federal divulgou o sumário executivo do Plano Clima, o guia de implementação da meta climática nacional sob o Acordo de Paris, pela qual o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005. O Plano Clima 2024–2035 se organiza em três eixos estratégicos:
– Estratégia Nacional de Mitigação de Gases de Efeito Estufa e Planos Setoriais de Mitigação;
– Estratégia Nacional de Adaptação à Mudança do Clima e Planos Setoriais e Temáticos de Adaptação; e
– Estratégias Transversais para Ação Climática.
O Plano Temático de Recursos Hídricos dá ênfase, entre outros pontos, à recuperação das Áreas de Preservação Permanente e áreas úmidas e na promoção da conservação dos solos das áreas adjacentes considerando áreas prioritárias para proteção de mananciais utilizados para o abastecimento público e área de recarga de aquífero; à avaliação dos processos de outorga, alocação negociada de água e outros mecanismos a partir de cenários de mudança do clima; ao fomento e tecnologia para conservação da água; à ampliação da rede de monitoramento de aquíferos em bacias hidrográficas prioritárias; e ao fomento de tecnologias sociais de conservação de água em microbacias, a exemplo das Barragens de Base Zero.
No Plano Setorial de Segurança Alimentar e Nutricional estão incluídas metas e ações relativas à implementação de tecnologias sociais e outros sistemas individuais e coletivos eficientes de captação, armazenamento e distribuição de água para consumo.
O Plano Setorial de Resíduos Sólidos e Efluentes Domésticos contempla ações de mitigação estratégicas para aumento do aproveitamento energético do biogás gerado em aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto bem como qualificar e implementar o tratamento do lodo gerado nas estações de tratamento de esgoto. O Plano Setorial de Indústria trata da gestão das água residuárias industriais.
Baixe o sumário executivo do Plano Clima.
SABESP PRIVATIZADA FAZ UMA RESTRIÇÃO DELIBERADA DA ÁGUA NA CONTRAMÃO DO DIREITO HUMANO
O especialista em recursos hídricos Amauri Pollachi, conselheiro do ONDAS e ex-servidor da Sabesp por 30 anos, reiterou as críticas à privatização da companhia e à forma como a empresa vem operando os sistemas de abastecimento em meio ao agravamento da escassez de água em São Paulo.
Responsável por áreas estratégicas da empresa pública e com atuação direta durante a crise hídrica de 2014–2015, Amauri explicou, em entrevista à Hora do Povo, que a lógica de maximização do lucro tem levado à superexploração dos mananciais, à ausência de planejamento de longo prazo e à imposição de um racionamento não declarado, que atinge de forma desigual a população, sobretudo nas periferias.
“O que está acontecendo não é gestão de demanda noturna, é uma restrição deliberada de oferta. Isso vai na contramão do direito humano de acesso à água”, destacou.
AJUDA DE TARCÍSIO A SABESP MASCARA CUSTO BILIONÁRIO AO CONSUMIDOR
Um mês após a privatização da Sabesp, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) autorizou a antecipação de quase R$ 3 bilhões a Fundos Municipais de Saneamento Básico (FMSB). O movimento, revelado pela Agência Pública, acendeu alertas entre especialistas e entidades do setor por indicar possível barganha política para assegurar a adesão de prefeituras ao modelo de concessão.
Em entrevista ao Portal Vermelho, o especialista Marcos Calvete, químico do Departamento de Água e Esgotos da Prefeitura de Porto Alegre – RS, observa que a titularidade do saneamento é municipal e que, em cidades médias e grandes, muitas vezes há viabilidade econômica para a prestação direta do serviço, sem concessão. “Não há interesse na privatização nesses municípios. O jogo é bruto”, afirmou, ao relatar pressões semelhantes registradas em diversos estados.
BANHO DE GARRAFA E CINEMA SEM BANHEIRO: FALTA DE ÁGUA AFETA TODAS AS REGIÕES DE SÃO PAULO
Concessionária responsável pelo serviço, a Sabesp afirma ter adotado o plano de contingência determinado pela agência reguladora dos serviços públicos estaduais, a . A medida é aplicada em meio a uma estiagem que baixou significativamente os níveis dos reservatórios no ano passado.
A restrição determinada pela autarquia vinculada à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não é classificada como rodízio, que só ocorre quando o abastecimento é efetivamente cortado por horas ou dias.
Oficialmente descartado, o racionamento rotativo de água já é percebido pela população, segundo Amauri Pollachi, coordenador da associação civil Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento. “O que a Sabesp chama de gestão de demanda é, na verdade, uma restrição mesmo, essa falta de água equivale a praticar um racionamento com rodízio”, diz.
Pollachi classifica como “muito preocupante” a situação dos reservatórios do Sistema Cantareira, responsável por abastecer quase metade da metrópole, e que opera com 30% da sua capacidade a cerca de 40 dias do fim do período de chuvas no Sudeste. Idealmente, o período de estiagem deveria ser atravessado com volume superior a 50%.
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CONVOCAÇÃO PARA ATO: A CONTA CHEGA, MAS A ÁGUA NÃO
Movimentos sociais e sindicatos de São Paulo convidam toda a população para denunciar o sucateamento do saneamento, após a privatização da Sabesp. A privatização avança, o lucro aumenta, mas a torneira continua seca em diversas regiões.
Anote na agenda: Quinta-feira, 19 de fevereiro – 10 horas.
Concentração na Praça do Ciclista – São Paulo – SP
AÇÃO VIRTUAL IMPORTANTE EM DEFESA DO SANEAMENTO PÚBLICO:
Use a hashtag: #AContaChegaAAguaNão
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JUSTIÇA SUSPENDE CONTRATO DA ÁGUAS DO IMPERADOR E BLOQUEIA R$ 26 MILHÕES EM PETRÓPOLIS
Uma decisão da 4ª Vara Cível de Petrópolis, proferida nesta quarta-feira, determinou a suspensão da prorrogação do contrato da Águas do Imperador, concessionária privada controlada pela holding Água do Brasil, , que estenderia a atuação da concessionária até 2052. A Justiça também ordenou o bloqueio de R$ 26 milhões pagos ao município pela renovação do contrato.
A decisão atende a uma ação popular apresentada pelo deputado estadual Yuri Moura e pela vereadora Júlia Casamasso, que também levaram o caso ao Tribunal de Contas do Estado. Além da suspensão do termo aditivo, o juiz revogou o reajuste de 7,48% na tarifa de água e cancelou aumentos anuais adicionais de 2,04%, previstos entre 2026 e 2033.
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FINANCEIRIZAÇÃO DO SANEAMENTO: COPASA, BRK E AEGEA DISPUTAM INVESTIDORES ‘ÓRFÃOS’ DE ELÉTRICAS EM OFERTA DE AÇÕES
O mercado financeiro se prepara para uma rara concentração de ofertas de ações de empresas de saneamento na bolsa – talvez a maior onda de operações do setor.
A estatal mineira Copasa e as empresas privadas BRK Ambiental e Aegea devem testar a reabertura do mercado de ofertas no Brasil. Embora à primeira vista a fila pareça concentrada demais em um único setor, a avaliação no mercado é de que há capital suficiente para acomodar as três operações.
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SERGIPE: A BOMBA-RELÓGIO DA PRIVATIZAÇÃO DAS ÁGUAS
São inúmeras as fragilidades e inconsistências na concessão dos serviços de água e esgotos dos municípios de Sergipe à Iguá. Ela ignora o Censo atual, superestima projeções de consumo e infla receitas. Ao mesmo tempo, passa por cima de realidades locais, sucateia investimentos e excluí os mais pobres.
Leia artigo de Adauto S. do Espírito Santo.
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APÓS EXPANSÃO DE CISTERNAS, 30% DEIXAM BOLSA FAMÍLIA, APONTA ESTUDO
A instalação de cisternas no semiárido nordestino tem contribuído não apenas para garantir acesso regular à água, mas também para reduzir a dependência de programas sociais e melhorar indicadores econômicos e de saúde pública. Um estudo divulgado pelo Instituto da Economia do Trabalho (IZA) aponta que a chegada das cisternas provocou queda expressiva no número de famílias beneficiárias do Bolsa Família.
A pesquisa analisou dados de mais de 600 mil indivíduos atendidos entre 2003 e 2017 e concluiu que a proporção de famílias inscritas no Bolsa Família diminuiu 30,4% após a implementação das estruturas. Antes do início do programa, 56% dos pesquisados recebiam o benefício; após a chegada das cisternas, esse percentual caiu para 35%.
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PARCELA B NA TRANSIÇÃO TRIBUTÁRIA DESAFOGA SETOR DE SANEAMENTO
A Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 promove uma mudança estrutural no sistema de impostos sobre o consumo no Brasil, substituindo o modelo baseado em PIS/COFINS/ISS por um IVA Dual composto pelo IBS e pela CBS. Nos contratos de concessão, a alteração do regime implica desequilíbrio econômico-financeiro decorrente de aumento de carga tributária, caracterizando típico Fato do Príncipe. Diante das limitações das soluções tradicionais — reajuste tarifário, aportes diretos ou extensão de prazo — este artigo propõe a adoção da Parcela B como instrumento regulatório para compensação automática e transparente, assegurando neutralidade tributária, sustentabilidade fiscal e preservação da modicidade tarifária.
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TECNOLOGIA TRANSFORMA ESGOTO EM ÁGUA PARA PRODUZIR ALIMENTOS NO SEMIÁRIDO
Uma tecnologia social desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios do Semiárido brasileiro, a escassez hídrica e a falta de saneamento básico rural, está mudando a realidade de famílias, escolas e comunidades. O Sistema SARA (Saneamento Ambiental e Reúso de Água) é uma solução de coleta, tratamento de esgoto domiciliar e reúso da água para produção agrícola. A iniciativa é da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH) do MIDR, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI).
A tecnologia transforma águas residuárias em um recurso produtivo seguro, permitindo a irrigação de hortas, pomares e áreas agrícolas, especialmente voltadas à agricultura familiar e à produção de alimentos em escolas rurais. “Com o SARA, deixamos de ter esgoto a céu aberto e passamos a adotar um sistema de reuso de águas que promove saúde, preserva o meio ambiente e fortalece a produção no Semiárido”, afirma Rose Edna Pondé, coordenadora-geral de Instrumentos da Política Nacional de Irrigação do MIDR.
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FUNASA E UNICEF ALINHAM PARCERIA PARA SANEAMENTO EM ESCOLAS RURAIS
A Funasa (Fundação Nacional de Saúde ) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estabeleceram cooperação institucional voltada à ampliação do acesso ao saneamento básico em municípios de pequeno porte. Em reunião realizada, em Brasília, o presidente da Funasa, Alexandre Motta, e representantes do Unicef alinharam prioridades conjuntas, com foco especial em escolas localizadas em áreas rurais do semiárido e da Amazônia.
Segundo o oficial do Unicef, Gregory Bullit, o encontro identificou oportunidades de ampliar a atuação integrada das duas instituições. “Temos um interesse comum, que é garantir o direito de acesso à água, ao saneamento e à higiene para as populações”.
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JOVEM BRASILEIRA CRIA SISTEMA MOVIDO A ENERGIA SOLAR QUE POTABILIZA ÁGUA DE CISTERNAS NO SERTÃO NORDESTINO
Uma tecnologia desenvolvida a partir de observações feitas no Semiárido brasileiro deu origem a um sistema de desinfecção de água que utiliza apenas a luz solar e dispensa o uso de cloro. O equipamento, chamado Aqualuz, foi idealizado ainda na adolescência pela baiana Anna Luísa Beserra Santos e ganhou reconhecimento internacional em 2019, ao ser premiado pelo programa Young Champions of the Earth, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
O sistema foi concebido para atuar em um contexto recorrente em áreas rurais do Nordeste: a necessidade de potabilização da água da chuva armazenada em cisternas.
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VEREADORES VÃO AO TCE-RJ CONTRA EDITAL DE CONCESSÃO DE ÁGUA E ESGOTO
Vereadores de cidades do Norte e Noroeste Fluminense estiveram no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) para pedir a suspensão do edital de concessão regional dos serviços de água e esgoto, conduzido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf).
O grupo foi recebido pelo conselheiro Márcio Henrique Cruz Pacheco, presidente do Tribunal, para tratar de uma representação já protocolada contra o edital. Segundo os parlamentares, o documento tem falhas graves e pode trazer prejuízos diretos para a população, tanto no bolso quanto na saúde.
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LUTA ANTIFASCISTA: PARTICIPAÇÃO, SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E COMPROMISSO COM A SOBERANIA DOS POVOS
O fascismo voltou a ganhar força em várias partes do mundo, trazendo ameaças às liberdades democráticas, aos direitos sociais e à soberania dos povos. Enfrentar esse cenário encontro, articulação e ação coletiva.
De 26 a 29 de março de 2026, Porto Alegre vai sediar a I Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos Povos, organizada por centenas de organizações, movimentos sociais, mandatos e ativistas de diferentes países, para compartilhar experiências, fortalecer alianças internacionais e pensar caminhos concretos de enfrentamento à extrema-direita e ao autoritarismo.
A programação inclui uma grande marcha de abertura, painéis temáticos, fórum de autoridades antifascistas e atividades autogestionadas, pensadas para fortalecer a organização popular e o diálogo entre diferentes lutas.
Saiba mais em: antifas2026.org
FORTALEÇA A LUTA DO ONDAS EM DEFESA DO DIREITO À ÁGUA!
. Você ainda não é sócio do ONDAS?
O ONDAS é constituído por pessoas que acreditam e trabalham pelo saneamento público universal e de qualidade. Seus associados são acadêmicos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores do setor, integrantes de movimentos sociais que têm a convicção de que água é um direito, não mercadoria.
Você também pode ser um associado do ONDAS! Preencha o formulário e junte-se a nós.
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A pior coisa que fizeram foram privatizar a água, essa privatização não foi feita para beneficiar o povo, e sim os investidores e empresários e políticos.. usam a água como mercadoria e estão ficando podres de rico com um recurso natural que deveria ser de graça ou pelo uma taxa fixa. Com a privatização as pessoas estão perdendo aos poucos o direito da água, isso já é realidade nos dias de hj.