Destaques – 18 a 24 de outubro de 2025
Trabalhadores da Copasa resistem para impedir o golpe sobre o referendo
Saiba quem foram os culpados que vão fazer a água de Porto Alegre ficar mais cara
Saneamento é essencial para romper ciclo de exclusão
Municípios podem participar de consulta pública sobre o Plano Nacional de Saneamento Básico
Conferência Nacional das Cidades será em fevereiro
Urbanitários apresentam Plano de Lutas do Ramo na 17ª Plenária Nacional da CUT
Laudo da UFSC indica que espuma na Lagoa da Conceição é causada principalmente por poluição
ONDAS realiza roda de conversa sobre mudanças climáticas e saneamento
Faça sua inscrição para o II Encontro Nacional dos Direitos Humanos à Água e Saneamento
ONDAS participa de seminário internacional
Agende-se para participar da 14ª Assembleia do ONDAS
Seminário nacional reúne 15 estados e organiza luta para barrar onda de privatização
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TRABALHADORES DA COPASA RESISTEM PARA IMPEDIR O GOLPE SOBRE O REFERENDO
Os trabalhadores na Copasa e Copanor foram às ruas e entraram em greve entre os dias 21 e 23 de outubro. Eles se uniram na defesa do povo sobre seu direito ao referendo para decidir se permite a privatização da Copasa.
O movimento garantiu o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos em todas as localidades operadas e que configuram a essencialidade dos serviços prestados. Saiba mais.
Apesar de toda a luta, após mais de 10h de sessão, os deputados aprovaram, na madrugada do dia 23, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira o referendo popular para privatização da Copasa.
Sessão começou por volta de 18h no plenário e foi até às 4h20; projeto volta para as comissões antes de ser voltado em segundo turno
Foram 52 votos a favor e 18 contrários. Para aprovar o texto, era necessária maioria qualificada, ou seja, 48 deputados estaduais.
A sessão, que começou por volta das 18h, adentrou a madrugada sob acusação da oposição de que o governo Zema tentou aprovar a matéria na “calada da noite”.
Projeto volta para as comissões antes de ser votado em segundo turno.
SAIBA QUEM FORAM OS CULPADOS QUE VÃO FAZER A ÁGUA DE PORTO ALEGRE FICAR MAIS CARA
Na madrugada de quinta-feira (23/10) a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por 21 votos a 14, o Projeto de Lei do Executivo 28/25 que autoriza a concessão/privatização do DMAE.
A aprovação ocorreu mesmo com a rejeição da população à proposta, que foi demonstrada nas 17 audiências públicas realizadas sobre o tema e no Plebiscito Popular, onde a maioria absoluta se manifestou contra a entrega do DMAE à iniciativa privada. Ainda assim, a base do governo na Câmara escolheu ignorar a voz da cidade e aprovar o projeto.
Desde as primeiras horas da manhã, servidores/as do DMAE, municipários/as, movimentos sociais e a população em geral realizaram um ato em frente à Câmara, exigindo que os vereadores/as votassem contra a privatização da água e do saneamento ou retirassem o projeto.
Clique aqui para saber quem votou a favor da privatização da água.
SANEAMENTO É ESSENCIAL PARA ROMPER CICLO DE EXCLUSÃO
Se o país quer tirar da extrema pobreza os cerca de 9 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, ainda vivem nessa situação, precisará universalizar o saneamento básico. Os efeitos da falta de acesso a esses serviços funcionam como um entrave para o crescimento econômico e, principalmente, para o desenvolvimento de pessoas.
Um dos exemplos mais graves: uma criança que cresce em uma casa com serviços de saneamento básico alcança, em média, 9,6 anos de escolaridade. Já aquela que se desenvolve em um lugar sem acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto atinge apenas 7,3 anos de estudo.
Ao longo da vida, de acordo com a pesquisa, essa diferença se desdobra em um abismo ainda maior. Quem teve melhores condições na infância pode ter renda média até 46% superior à de quem cresceu sem acesso. Isso mostra como a infraestrutura básica em saneamento é decisiva para romper ciclos de pobreza.
MUNICÍPIOS PODEM PARTICIPAR DE CONSULTA PÚBLICA SOBRE O PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Os gestores municipais têm até o dia 18 de novembro para contribuir com a consulta pública do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), principal instrumento de planejamento do saneamento no país. A iniciativa, aberta pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, busca reunir sugestões e críticas à proposta de revisão do plano, referente ao ano-base de 2022.
O Plansab orienta as ações do governo federal e serve de referência para os Planos Municipais e Regionais de Saneamento Básico (PMSB). Ele contempla os quatro componentes do saneamento — abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas — e possui horizonte de 20 anos, com revisões periódicas a cada quatro anos.
Em setembro, o ONDAS publicou um posicionamento em que reafirma que a aprovação desta revisão é de fundamental importância. Entretanto, para essa aprovação, também considera que os documentos apresentados não se encontram prontos, ou seja, são insuficientes para serem apresentados em audiências públicas e à futura consulta pública, precisando ser revisados, compatibilizados e complementados.
CONFERÊNCIA NACIONAL DAS CIDADES SERÁ EM FEVEREIRO
6ª Conferência Nacional das Cidades já tem data definida. Em reunião realizada nesta terça-feira (21), em Brasília, a maioria dos conselheiros do Conselho das Cidades aprovou o novo calendário do evento, que ocorrerá de 24 a 27 de fevereiro de 2026. O encontro reunirá representantes do poder público, da sociedade civil e de movimentos sociais de todo o país para debater a construção de propostas voltadas ao desenvolvimento urbano.
A definição das datas do encontro dá continuidade ao processo de preparação iniciado com as conferências municipais. A etapa inicial envolveu mais de 1,8 mil municípios, podendo alcançar mais de 2,1 mil após a validação de todas pelas comissões organizadoras. Na sequência, ocorreram as conferências estaduais, realizadas em 24 estados e no Distrito Federal, restando apenas o Maranhão e Santa Catarina concluírem a etapa estadual, agora com novo prazo até 31 de janeiro de 2026.
Antes marcada para outubro de 2025, a fase nacional conclui a retomada da conferência após mais de uma década, retomando o foco no desenvolvimento urbano e nos temas de habitação, mobilidade, saneamento e políticas de inclusão social.
URBANITÁRIOS APRESENTAM PLANO DE LUTAS DO RAMO NA 17ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT
Com foco na reestatização da Eletrobras, defesa das empresas públicas de saneamento e transição energética justa, os urbanitários reforçam seu papel estratégico na reconstrução nacional e na luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) marcou presença ativa na 17ª Plenária Nacional da CUT “João Batista Gomes (Joãozinho) – Novos Tempos, Novos Desafios”, realizada de 14 a 17 de outubro, na Quadra dos Bancários, em São Paulo.
Representaram a Federação na Plenária, o presidente da FNU, Pedro Damásio; a primeira secretária-geral, Iara Nascimento; o segundo secretário-geral, Magno dos Santos Filho; e o secretário de Administração e Finanças, Arilson Wunsch.
LAUDO DA UFSC INDICA QUE ESPUMA NA LAGOA DA CONCEIÇÃO É CAUSADA PRINCIPALMENTE POR POLUIÇÃO
Um laudo assinado por cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) indica que espumas identificadas na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, são causadas principalmente por algas potencialmente nocivas, formadas em ambientes com a presença de poluição. Essas algas são de origem marinha ou de sedimentos ressuspendidos no fundo – areia e lama remexidas e misturadas na água novamente.
Além do esgoto, a ressuspensão de sedimentos também é uma das possíveis causas apontadas pela ciência para a proliferação das algas tóxicas. Este fenômeno pode estar associado a intervenções humanas que causam perturbação no fundo da lagoa, como as dragagens.
ONDAS REALIZA RODA DE CONVERSA SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SANEAMENTO
Na roda de conversa realizada em 23 de outubro, foram debatidas as propostas de Anteprojeto de Lei que altera a Lei 11445/2007 e a Lei 14026/220 para incorporar conceitos e medidas de adaptação e mitigação para as mudanças climáticas no setor de saneamento básico.
FAÇA SUA INSCRIÇÃO PARA O II ENCONTRO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS À ÁGUA E SANEAMENTO
O II Encontro Nacional dos Direitos Humanos à Água e Saneamento (II ENDHAS) será realizado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Escola Politécnica, em Salvador, consolidando-se como um espaço de diálogo entre a universidade, os movimentos sociais e o setor do saneamento.
O evento já conta com o apoio da Reitoria da UFBA, na pessoa do Reitor Prof. Paulo César Miguez de Oliveira, que convidou a organização a integrar o calendário oficial de comemorações dos 80 anos da Universidade, a serem celebrados em 2026 — uma importante oportunidade de unir ciência, extensão e compromisso social.
Diversas agendas institucionais estão sendo articuladas para garantir a melhor infraestrutura e acolhimento aos participantes. Reuniões com a Diretoria da Escola Politécnica e com a Pró-Reitoria de Extensão serão realizadas para definir os espaços, recursos e parcerias que possibilitarão a realização de um evento acessível para todos.
As inscrições para o II ENDHAS já estão abertas! Acesse: https://www.even3.com.br/ii-encontro-dos-direitos-humanos-a-agua-e-ao-saneamento-630158
No formulário, é possível indicar necessidades específicas de acessibilidade e restrições alimentares, para que todos possam participar plenamente. O II ENDHAS é um evento de todos e todas — nos encontramos em março de 2026, em Salvador!
ONDAS PARTICIPA DE SEMINÁRIO INTERNACIONAL
A rede Just Water Futures (Futuros justos para a água) promoveu o seminário: “A Grande Venda: Desvendando a Rápida Privatização da Água no Brasil”.
Leo Heller e Isadora Cruxên do ONDAS integram a rede e compuseram a equipe que organizou a atividade. Em sua apresentação “A grande venda em contexto: como chegamos até aqui?”, Isadora Cruxên fez um histórico a partir dos anos 1990 até os dias de hoje, sobre a evolução dos processos de privatização e financeirização do saneamento no Brasil.
Marcos Montenegro, coordenador de Comunicação do ONDAS, abordou “O cenário atual: concentração de mercado e fluxos financeiros”, em que mostrou o processo de oligopolização privada do saneamento no Brasil, a composição acionaria dos principais grupos e o papel que o BNDES tem cumprido nesse processo.
Edson Aparecido da Silva, secretário-executivo do ONDAS, em sua apresentação “Reflexões sobre as lutas atuais e possibilidades de resistência”, falou as lutas e resistências dos sindicatos e movimentos populares à privatização. Abordou as formas de organização, as dificuldades e os desafios a serem superados.
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AGENDE-SE PARA PARTICIPAR DA 14ª ASSEMBLEIA DO ONDAS
A 14ª Assembleia Geral Ordinária será realizada no dia 25 de novembro de 2025, às 17h, em primeira convocação e às 17h30, em segunda convocação, e terá a seguinte pauta:
- Apreciação e aprovação das propostas da Coordenação Executiva:
- Plano anual de atividades para 2026;
- Orçamento para 2026;
- Valores da anuidade dos associados para 2026;
- Outros assuntos de interesse do ONDAS.
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SEMINÁRIO NACIONAL REÚNE 15 ESTADOS E ORGANIZA LUTA PARA BARRAR ONDA DE PRIVATIZAÇÃO
“Um evento representativo e com um raio x atual do setor de saneamento no Brasil e deixou claro nossos desafios para o setor”, afirmou o presidente do Sintaema, José Faggian, ao celebrar com entusiasmo a ampla participação da categoria e de entidades de 15 estados brasileiros no Seminário nacional realizado em São Paulo.
O evento, que foi organizado pela Fenatema, FNU, CTB, CNU, CNTI, Frente Nacional Pelo Saneamento Ambiental, Ondas, FESUL, FRUSE, FRUNE, FURCEN, SINTICOPMG, com o apoio do Sintaema, reuniu trabalhadoras e trabalhadores do setor de saneamento e meio ambiente em torno de uma pauta comum: barrar a onda de privatizações e defender o direito de todos os brasileiros à água e ao saneamento público e de qualidade.
FORTALEÇA A LUTA DO ONDAS EM DEFESA DO DIREITO À ÁGUA!
. Você ainda não é sócio do ONDAS?
O ONDAS é constituído por pessoas que acreditam e trabalham pelo saneamento público universal e de qualidade. Seus associados são acadêmicos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores do setor, integrantes de movimentos sociais que têm a convicção de que água é um direito, não mercadoria.
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