ONDAS – Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento

Desmatamento de florestas afeta qualidade da água

Destaques – 10 a 16 de setembro de 2022

Emoji Desmatamento de florestas afeta qualidade da água
2⃣ 9,5 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco
3⃣ As regionalizações do saneamento nos estados
4⃣ Garimpo ilegal contamina água em Roraima
5⃣ Coordenador do ONDAS fala sobre crise da água no Chile
6⃣ Por que a degradação dos rios ainda segue com velocidade maior do que a recuperação?
7️⃣ ONDAS lança grupo de Assuntos Jurídicos
8️⃣ No site do ONDAS: Salários astronômicos? Não, apenas negócios

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DESMATAMENTO DE FLORESTAS AFETA QUALIDADE DA ÁGUA

A água armazenada em reservatórios garante nosso abastecimento de água potável. A qualidade da água é importante, mas está em risco significativo devido às mudanças climáticas.

Em um estudo modelo do reservatório de Rappbode na região de Harz, uma equipe de pesquisa do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ) demonstrou como o desaparecimento de florestas relacionado às mudanças climáticas na área de captação do maior reservatório de água potável da Alemanha pode afetar a qualidade da água.

O problema de tais consequências indiretas das mudanças climáticas é seriamente subestimado, alertam os cientistas na Water Research. A qualidade da água é de importância crítica, especialmente para reservatórios de água potável, pois o tratamento subsequente nas instalações hidráulicas deve atender continuamente a padrões exigentes.

Saiba mais em: https://www.ihu.unisinos.br/622103-desmatamento-das-florestas-afeta-a-qualidade-da-agua

2⃣
9,5 MILHÕES DE BRASILEIROS VIVEM EM ÁREAS DE RISCO

“Ninguém vai morar numa área de risco porque quer ou porque é burro. As pessoas vão morar numa área de risco porque não têm nenhuma opção para a renda que possuem. Estamos falando de trabalhadores cujo rendimento não possibilita a compra ou aluguel de uma moradia num local adequado. E isso se repete em todas as cidades e regiões metropolitanas”, afirmou Raquel Rolnik, urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) calcula que sejam 9,5 milhões de brasileiros na linha de frente para tragédias, morando em uma das mais de 28 mil áreas de risco espalhadas pelo país. Dessas, quase 2 milhões são idosos ou crianças. Essas pessoas, por falta de cumprimento da lei do país, estão em perigo diário e podem morrer por uma chuva, por alagamentos, deslizamentos, esgoto, insalubridade, tudo isso que tem se agravado com a intensidade dos eventos climáticos extremos.

Há 74 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos já incluiu no artigo XXV o direito à moradia digna: “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e o direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle”.

Em 1992, o Brasil ratificou o Tratado Internacional sobre Direitos Humanos, por meio do Decreto 592, prevendo a obrigação do Estado brasileiro de proteger sua população em risco e promover o direito à moradia digna.

É inconcebível que o governo faça vista grossa para tantas vidas em situações de extrema vulnerabilidade. Não se pode normalizar mortes por chuva, por seca, por sede, por fome ou por frio.

Saiba mais:
9,5 milhões de brasileiros moram em áreas de risco – Agência Brasil
: https://bit.ly/3NhyRFq

Viver em áreas de risco: Tensões entre gestão de desastres ambientais e os sentidos de risco no cotidiano – PUC/SP: https://bit.ly/3NNqbWV

3⃣
AS REGIONALIZAÇÕES DO SANEAMENTO NOS ESTADOS

O Instituto Água e Saneamento (IAS), por meio do Observatório do Marco Legal do Saneamento, apresentará em encontro técnico os resultados inéditos de dois anos de monitoramento sobre as regionalizações do saneamento nos estados, após a aprovação do Marco Legal.

Durante todo o dia 20 de setembro (terça-feira), especialistas em saneamento, planejamento urbano e regional, direitos humanos, representantes da sociedade civil, consultores e gestores que atuaram na implementação dos processos de regionalização participarão de mesas temáticas.

A primeira analisa o quadro das regionalizações no país, com foco nas diferentes estratégias adotadas e no avanço da regulamentação, estruturação de suas governanças e planejamento.

A segunda mesa debate os desafios de governança frente aos novos arranjos regionais para a garantia da universalização de fato, que seja inclusiva e promova acessibilidade física e financeira, de qualidade e suficiente.

A terceira reúne relatos de casos reais de regionalização nos estados. Estão confirmados representantes do Ceará, Bahia e outros estados.

O Ondas estará representado no evento por Edson Aparecido da Silva.

Saiba mais em: https://www.aguaesaneamento.org.br/as-regionalizacoes-do-saneamento-nos-estados-evento/

4⃣
GARIMPO ILEGAL CONTAMINA ÁGUA EM RORAIMA

O garimpo ilegal contaminou a água em Roraima e os peixes apresentaram concentrações de mercúrio acima do limite estabelecido como seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Estudo da Fiocruz, do Instituto Evandro Chagas, do Instituto Socioambiental (ISA) e da Universidade Federal de Roraima (UFRR) testaram e alertam: a cada 10 peixes coletados, 6 eram impróprios para consumo humano perto da Terra Indígena Yanomami na entrada do Uraricoera.

O resultado comprova a bioacumulação de metais pesados e alta contaminação dos peixes grandes que se alimentam de outros peixes. Espécies como barba chata, coroataí, filhote, piracatinga, pirandirá, dourada, mandubé, liro, pescada, piranha preta e tucunaré apresentam risco muito alto para consumo humano e devem ser evitados. Pesquisadores aconselham que nesse momento de alta contaminação das águas, a população dê preferência aos peixes pequenos não-carnívoros, como o curimatã, jaraqui, matrinxã e pacu.

O estudo adotou metodologia proposta pela OMS de análise para avaliação de risco à saúde, coletando amostras de pescado entre 27 de fevereiro e 6 de março de 2021 e revelou índices altos de contaminação em trecho do Rio Branco na cidade de Boa Vista (25,5%), Baixo Rio Branco (45%), Rio Mucajaí (53%) e Rio Uraricoera (57%).

Saiba mais:
Estudo revela que garimpo ilegal contamina peixes de rios de RR – Fiocruz/ Informe Ensp:
https://bit.ly/3AxV10M

5⃣
COORDENADOR DO ONDAS FALA SOBRE CRISE DA ÁGUA NO CHILE

Petorca, o epicentro da seca na zona central chilena, rechaçou a proposta constitucional que consagrava a água como um direito humano. Esse foi o tema de reportagem do El Pais, que destacou uma fala do coordenador de Cooperação Internacional do ONDAS, Leo Heller, que, em janeiro, já alertava que o governo do Chile não deveria priorizar as plantações de abacate, mas os direitos à água e à saúde da população.

Confira a reportagem completa em: https://elpais.com/america-futura/2022-09-11/petorca-el-icono-de-la-sequia-en-chile-que-voto-rechazo-el-apruebo-no-iba-a-hacer-que-lloviera.html?ssm=whatsapp

6⃣
POR QUE A DEGRADAÇÃO DOS RIOS AINDA SEGUE COM VELOCIDADE MAIOR DO QUE A RECUPERAÇÃO?

Mesmo com toda a tecnologia, conhecimento acumulado e inovação, a degradação dos rios segue com velocidade maior do que a recuperação. No dia 14 de setembro, o canal do YouTube Biografia recebeu Renata Furigo, coordenadora geral do ONDAS, e Antonio Carlos Pavoni, presidente da Associação SOS Moji Guaçu.

Assista à live pelo link: https://youtu.be/m3oMePpF8sY

7️⃣
ONDAS LANÇA GRUPO DE ASSUNTOS JURÍDICOS

No dia 13 de setembro, foi lançado o grupo de Assuntos Jurídicos do ONDAS. O evento on-line teve a participação de Graça Borges de Freitas , Juíza Titular da Vara do Trabalho de Ouro Preto, com a palestra “Direito Fundamental à Água: Entre Brasil e Colômbia”. A mediação ficou por conta do coordenador de Assuntos Jurídicos do ONDAS, Amael Notini.

8️⃣
NO SITE DO ONDAS: SALÁRIOS ASTRONÔMICOS? NÃO, APENAS NEGÓCIOS

O ONDAS fez uma investigação sumária de quanto três das maiores empresas privadas (holdings de concessionárias de água e esgoto) pagaram em média para seus diretores executivos em 2021. As informações são públicas e foram obtidas nas áreas dirigidas aos investidores dos “sites” da Aegea, Iguá e BRK, onde podem ser encontradas na seção 13.2 dos “formulários de referência” exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários.

Confira em: https://ondasbrasil.org/salarios-astronomicos-nao-apenas-negocios/

 

 

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