Artigo de Rosália Brasil Ribeiro Iamamura e Ricardo de Sousa Moretti
RESUMO:
A visão mais abrangente de universalização dos serviços de saneamento e de realização dos direitos humanos à água e ao saneamento incorpora o atendimento dos domicílios, mas também o equacionamento das necessidades de saneamento de todos, ou seja, inclui aqueles que não tem acesso a instalações sanitárias no local de trabalho. O artigo apresenta uma retrospectiva histórica da higiene pessoal e dos equipamentos públicos existentes para esse fim em São Paulo. Ampara-se em pesquisa que teve como objetivo avaliar como são atendidas as demandas de higiene fora da residência no centro de São Paulo, por parte dos trabalhadores sem base fixa – aqueles que exercem alguma atividade econômica nos logradouros públicos. Foram entrevistados 360 trabalhadores sem base fixa desta região. Constatou-se que, para a satisfação das necessidades fisiológicas, tal parcela da população recorre aos sanitários de estabelecimentos comerciais nas proximidades do seu “ponto” e/ou dos banheiros das estações do Metrô. Foi possível também constatar que, parte dos entrevistados, opta por não ingerir líquidos durante o dia ou reter a urina e as fezes para evitar os constrangimentos relacionados às dificuldades de acesso a equipamentos para sua higiene pessoal. Os estudos sinalizam a urgência de ampliação da ação pública, face aos riscos de saúde pública que estão associados ao quadro existente.
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HIGIENE PESSOAL FORA DA RESIDÊNCIA NO CENTRO DE SÃO PAULO