ONDAS – Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento

ONDAS - Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento

Menos de 5% dos municípios brasileiros estão próximos da universalização do saneamento, aponta estudo

Destaques –  6 a 12 de junho de 2026

Emoji Menos de 5% dos municípios brasileiros estão próximos da universalização do saneamento, aponta estudo
2⃣ Prefeitura de Valinhos anula processo de venda da companhia de água e esgoto para manter controle público dos serviços
3⃣ Equatorial é confirmada como investidora de referência da Copasa
4⃣ Privatização da Copasa financia Tribunal de Contas de Minas Gerais
5⃣ Oligopolização e financeirização: Como dívida e falha de governança pressionam a Aegea
6⃣ RS: As águas turvas da Corsan privatizada
7️⃣ ONDAS busca levantar sigilo do processo sobre corrupção promovida pela Aegea na década passada
8️⃣ A Advocacia-Geral da União pede ao STF que rejeite ação de PT e Psol contra privatização da Copasa
9️⃣ Desvalorização das ações da Sanepar gera especulação e reacende debate sobre riscos da privatização
? Jones Manuel denuncia consequência nefastas da privatização dos serviços da Compesa em Pernambuco
Em Pernambuco, liquidação do saneamento público vira feira antes da eleição
Vídeo denuncia o preço da privatização pago pela população das periferias
IBGE realiza o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua
O risco que ninguém contratou: o clima e o saneamento básico
ONU associa saneamento do Brasil a agravamento da poluição marinha
Na Inglaterra, candidato defende a nacionalização da Thames Water

Emoji
MENOS DE 5% DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS ESTÃO PRÓXIMOS DA UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO, APONTA ESTUDO

Divulgado nesta terça-feira (9), um levantamento feito pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) mostra que, de 2.558 municípios brasileiros, apenas 3,67% deles, o equivalente a 94, estão próximos da universalização do saneamento. Entre os principais gargalos estão o tratamento de esgoto, os resíduos sólidos e as desigualdades regionais. A associação destaca que os municípios avaliados incluem todas as capitais e contemplam aproximadamente 80% da população brasileira.

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2⃣
PREFEITURA DE VALINHOS ANULA PROCESSO DE VENDA DA COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO PARA MANTER CONTROLE PÚBLICO DOS SERVIÇOS

A Prefeitura de Valinhos anulou o processo que previa a venda de 49% das ações do DAEV S.A., companhia responsável pelos serviços de água e esgoto do município, mantendo assim o controle público integral da empresa. A decisão foi publicada nos Atos Oficiais de terça‑feira, 9 de janeiro, e confirma a reversão da iniciativa de privatização parcial.

O processo de alienação acionária, estimado em R$ 154,8 milhões, já havia sido suspenso em 1º de janeiro de 2025, primeiro dia da atual gestão, quando o prefeito Franklin Duarte de Lima (PL) determinou a interrupção dos atos relacionados à concorrência e instituiu uma comissão para revisar a licitação.

Valinhos integra a URAE 2 – Unidade Regional de Saneamento Básico – e está entre os municípios que não realizaram a pré‑adesão ao Programa Universaliza‑SP, iniciativa do Governo do Estado que, sob o argumento de apoiar a universalização do saneamento, busca conceder os serviços municipais ao setor privado.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA), com dados referentes ao ano de 2024 publicados em 18/12/2025, o município apresenta 96,28% da população atendida com rede de abastecimento de água, 93,66% com rede coletora de esgoto e 76,5% de esgoto tratado em relação ao volume de água consumida. Esses indicadores demonstram que Valinhos está muito próxima de cumprir as metas estabelecidas pela legislação nacional de saneamento, o que evidência não haver necessidade de concessão privada para alcançar a universalização.

Diante desse cenário, é fundamental que o Poder Legislativo e a população permaneçam atentos para evitar eventual adesão à URAE, sob pena de o município renunciar à titularidade dos serviços e ficar sujeito à política de privatização conduzida pelo Governo do Estado.

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3⃣
EQUATORIAL É CONFIRMADA COMO INVESTIDORA DE REFERÊNCIA DA COPASA

Com a desistência da Aegea, a Equatorial foi a única a apresentar proposta na privatização da Copasa. O grupo, que já controla a Sabesp privatizada,  pretende submeter transação ao Cade na próxima quarta-feira (17).

O grupo pretende adquirir  o equivalente a 30% do capital social da companhia mineira, com a possibilidade de um lote adicional de até 12,6% dos papéis da empresa. A previsão é que a Equatorial desembolse cerca de R$ 5,6 bilhões (se ficar só com os 30%) a R$ 7,9 bilhões na transação (no caso de chegar a até 42,6% do capital da companhia no lote adicional). Para tanto, o grupo pretende captar os recursos por meio de emissão de R$ 7,5 bilhões em notas comerciais escriturais a serem lançadas pela Gerais Saneamento, subsidiária especialmente montada para assumir o controle da Copasa.

O Grupo Equatorial Energia possui capital pulverizado, sem um único controlador majoritário. Seus principais acionistas institucionais incluem gestoras de investimentos globais e nacionais como a BlackRock, Inc.,  o Opportunity Asset, a Squadra Investimentos e  o Canada Pension Plan. Mais de 70% do capital está na mãos de investidores institucionais e minoritários, negociado na Bolsa.

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4⃣
PRIVATIZAÇÃO DA COPASA FINANCIA TRIBUNAL DE CONTAS DE MINAS GERAIS

Acordo firmado entre a Copasa e municípios de Minas Gerais prevê que a companhia pague R$ 60 milhões ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) após a conclusão do processo de privatização da estatal. O repasse está previsto em um termo de autocomposição homologado em maio e ocorreu em meio às etapas finais da oferta de ações da empresa na Bolsa.

O termo foi firmado entre a Copasa e a AMM (Associação Mineira dos Municípios) e homologado pelo pleno do TCE-MG em 13 de maio. Cinco dias depois, os conselheiros do tribunal autorizaram por unanimidade o prosseguimento da privatização, liberando a oferta de ações ao mercado.

Pelo acordo, os R$ 60 milhões deverão ser pagos ao tribunal em até 30 dias após a comunicação ao mercado do encerramento da oferta de privatização. O valor será destinado ao Funcontas, fundo do próprio TCE-MG voltado ao custeio de ações de aprimoramento, modernização e fortalecimento das atividades de fiscalização.

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5⃣
OLIGOPOLIZAÇÃO E FINANCEIRIZAÇÃO: COMO DÍVIDA E FALHA DE GOVERNANÇA PRESSIONAM A AEGEA

No último dia 9 de junho a Fitch rebaixou a nota de crédito da Aegea Saneamento de BB- para B+, com perspectiva ‌estável. A Aegea é uma das maiores holdings de concessionárias privadas de água e esgoto do país. O rebaixamento é  mais um sinal de aumento da pressão financeira e de governança sobre a companhia que está muito endividada em razão de aquisições recentes, como a da Ciclus Ambiental, que opera o Aterro Sanitário de Seropédica (CTR Seropédica) no Rio de Janeiro. A unidade é a maior central de tratamento de resíduos da América Latina, recebendo cerca de 10 mil toneladas de lixo diariamente.

A Fitch afirmou que a revisão da nota reflete ‘uma estrutura financeira mais frágil e uma menor flexibilidade financeira em função da expectativa de desalavancagem mais lenta ⁠e ‌dos elevados custos de financiamento’.

Matéria no UOL afirma que a  pressão sobre a governança da Aegea não se limita à contabilidade. Em fevereiro, o UOL revelou que executivos da empresa firmaram acordos de colaboração premiada, homologados pelo STJ, nos quais admitiram pagamento sistemático de propinas a agentes públicos para viabilizar concessões de água e esgoto em diferentes estados.

Leia nota do InfoMoney.

6⃣
RS: AS ÁGUAS TURVAS DA CORSAN PRIVATIZADA

Surgem os resultados de uma venda infame. Serviços deteriorados e demissões em massa para… lucros extraordinários. 44% do montante das contas d’água agora fluem direto para o bolso dos acionistas. Corporação quer mais. Que os céus poupem os gaúchos!

Leia artigo de Marcos Montenegro.

7️⃣
ONDAS BUSCA LEVANTAR SIGILO DO PROCESSO SOBRE CORRUPÇÃO PROMOVIDA PELA AEGEA NA DÉCADA PASSADA

Em 9 de junho, João Marcos Paes de Almeida e Marcos Montenegro, membros da coordenação do ONDAS, reuniram‑se em Brasília com o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT‑RS), presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. O objetivo do encontro foi solicitar apoio para uma iniciativa junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando ao levantamento do sigilo do processo que trata das delações premiadas de executivos da Aegea e do acordo de leniência relacionado a atos de corrupção praticados pela empresa na década passada.

Os representantes do ONDAS informaram ao parlamentar que a entidade, por meio do advogado e professor Luís Alberto Rocha, protocolou Agravo Regimental perante a Corte Especial do STJ requerendo a retirada do sigilo do processo, e apresentaram detalhes da medida.

Atendendo à solicitação do ONDAS, o deputado Alexandre Lindenmeyer decidiu encaminhar pedido de audiência de membros da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle ao STJ, com o propósito de tratar diretamente do tema e reforçar a importância da transparência no caso. Saiba mais.

8️⃣
A ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PEDE AO STF QUE REJEITE AÇÃO DE PT E PSOL CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA COPASA

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considere improcedente o pedido feito por PT e Psol para invalidar a emenda promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que dispensa o referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa).

Os partidos, que integram a base de apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ajuizaram a ação em novembro de 2025 sob o argumento de que o texto aprovado na ALMG viola a soberania popular, a democracia participativa e o princípio da vedação ao retrocesso.

O Sindágua MG denunciou a maneira como o site O Fator noticiou a ação da Advocacia da União  atribuindo ao presidente Lula posição favorável à privatização da Copasa.

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9️⃣
DESVALORIZAÇÃO DAS AÇÕES DA SANEPAR GERA ESPECULAÇÃO E REACENDE DEBATE SOBRE RISCOS DA PRIVATIZAÇÃO

A desvalorização das ações da Sanepar (companhia de saneamento do Paraná)  após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026  voltou a acender o debate sobre o futuro das empresas públicas e os riscos de submeter serviços essenciais à lógica do mercado financeiro.

Os papéis da Sanepar acumulam perdas próximas de 8% no ano, enquanto o lucro líquido do primeiro trimestre caiu 70,8% em comparação ao mesmo período de 2025. O movimento revela pressão do mercado para que quase R$ 4 bilhões em precatórios sejam destinados ao pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas, enquanto a Agepar defende que os recursos sejam utilizados para reduzir tarifas e ampliar investimentos no saneamento.
A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)  considera que o debate sobre o futuro da Sanepar não pode ser guiado pelos interesses de acionistas ou pelas oscilações da Bolsa. O que deve estar no centro das decisões é o compromisso com a população, a universalização do saneamento, a modicidade tarifária, a qualidade dos serviços e a garantia de investimentos permanentes.

Após a privatização da Copel, entidades sindicais e defensores das empresas públicas manifestam preocupação com a possibilidade de que movimentos de desvalorização sejam utilizados para justificar futuros processos de privatização no Paraná.

Na Sanepar, o Estado do Paraná tem 60% do capital votante mas apenas 20% do capital total. Deste, portanto, 80% estão com acionistas privados (nacionais com 45% e estrangeiros com 35%). Com esta composição, a lógica do lucro tem grande peso.

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?
JONES MANUEL DENUNCIA CONSEQUÊNCIA NEFASTAS DA PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DA COMPESA EM PERNAMBUCO

Em vídeo no Instagram, Jones considera que o serviços da Compesa foram privatizados com base em dados que não correspondem à realidade de muitos municípios pernambucanos, e que isso vai fazer com que a empresa peça aditivos contratuais. Segundo Jones, a conta vai acabar sobrando para os cofres públicos, prejudicando ainda mais a população. Além disso, a iniciativa privada fica com a parte mais barata e lucrativa do serviço, enquanto os riscos e prejuízos permanecem socializados.

Veja aqui.


EM PERNAMBUCO, LIQUIDAÇÃO DO SANEAMENTO PÚBLICO VIRA FEIRA ANTES DA ELEIÇÃO

Foto: Site da Prefeitura de Igarassu

No final de abril passado, na cerimônia de abertura do 9º Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), que acontece no Recife Expo Center, na área central da capital, a governadora Raquel Lyra realizou a entrega simbólica de cheques em valores que somam R$ 1,3 bilhão aos 151 municípios do bloco 2 da concessão parcial dos serviços de água e esgoto até então prestados pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

A participação na outorga paga à vista tem sido usada para convencer dirigentes municipais a entregar seus serviço a prestadores privados.

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VÍDEO DENUNCIA O PREÇO DA PRIVATIZAÇÃO PAGO PELA POPULAÇÃO DAS PERIFERIAS

Veja mais um vídeo do retrato das mazelas do saneamento privatizado…Dona Valdeci, moradora de São Paulo, onde a Sabesp foi privatizada reclama do valor da conta abusiva…

Cobranças abusivas, falta de distribuição de água e descaso no atendimento ao cliente: é assim que a Sabesp trata os moradores das periferias de SP.

Assista aqui.


IBGE REALIZA O PRIMEIRO CENSO NACIONAL DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

Em artigo no site Brasil 247, Marcio Pochmann, presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e professor titular de economia na Unicamp, discute porque o Brasil levou mais de um século para contar quem vive nas ruas, os chamados  Invisíveis da República:

Afirma Pochmann: “Ao realizar o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, o IBGE não apenas produz dados inéditos. Corrige uma ausência histórica”

Os resultados deste Censo vão realçar ainda mais a necessidade de bebedouros e banheiros públicos.

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O RISCO QUE NINGUÉM CONTRATOU: O CLIMA E O SANEAMENTO BÁSICO

Secas mais longas pressionam sistemas de abastecimento. Chuvas intensas sobrecarregam redes, elevatórias, estações de tratamento e sistemas de esgotamento sanitário. Eventos extremos interrompem operações, danificam ativos, aumentam custos de manutenção, exigem investimentos emergenciais e reduzem a previsibilidade que contratos de 30 ou 35 anos precisam ter para se manter sustentáveis.

Isso não é uma hipótese distante. É uma realidade que começa a se manifestar em diferentes regiões do país, com impactos diretos sobre a operação, o planejamento, a regulação e o financiamento do saneamento.

A pergunta central é simples, mas a resposta é complexa: quem assume esse risco?

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ONU ASSOCIA SANEAMENTO DO BRASIL A AGRAVAMENTO DA POLUIÇÃO MARINHA

A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou, nesta segunda-feira (8), um relatório que analisa o estado de saúde do oceano global e a situação das águas em território brasileiro.

Em relação ao Brasil, o estudo aponta que a poluição por plásticos, que afeta mais de 4 mil espécies marinhas em todo o mundo, pode ser agravada no país em razão do saneamento insuficiente, dos resíduos urbanos, da poluição costeira e da contaminação de praias e rios.

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NA INGLATERRA, CANDIDATO DEFENDE A NACIONALIZAÇÃO DA THAMES WATER

Andy Burnham, prefeito de Manchester e  candidato trabalhista à eleição para o Parlamento, afirmou que a Thames Water deveria ser nacionalizada, revelando que a propriedade pública de empresas de água seria “absolutamente uma opção” sob sua possível liderança do Partido Trabalhista.

O prefeito de Manchester tem aprimorado sua proposta para o país pois pretende disputar, caso seja eleito em 18 de junho, a liderança do Partido Trabalhista e, portanto, a posição de primeiro ministro.

Burnham, candidato do Partido Trabalhista na eleição suplementar de Makerfield , já havia defendido um “maior controle público” sobre as empresas. Em entrevista ao The Guardian, ele confirmou que isso poderia significar nacionalização. “A propriedade pública é absolutamente uma opção”, disse ele. “Eu diria que, para a Thames Water , é isso que deveria ser feito.”

O atual governo reluta em nacionalizar a água, argumentando que custaria 100 bilhões de libras para compensar os credores e acionistas do setor privado e estatizar a empresa. Especialistas contestaram esse valor , argumentando que os ministros teriam o direito legal de não compensar os credores, dada a situação financeira da empresa e os lucros já obtidos.

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