Destaques – 19 a 25 de setembro de 2026
Sabesp, privatizada por Tarcísio, já acumula 6 mortes em obras em apenas dois anos
Entidades lançam Plataforma Nacional de Propostas para reconstrução da política de saneamento básico
Privatizar ou não a água? Autarquias defendem permanência da municipalização
Setor de saneamento ainda tem 31 leilões previstos
Grande promessa do ano, leilões de saneamento frustram mercado
Leilão do saneamento de Rondônia termina sem propostas
Chuvas de setembro acrescentam 208 bilhões de litros aos reservatórios da Grande SP
Sabesp e Cetesb divergem sobre esgoto em Caçapava; Arsesp abre 3 fiscalizações
Câmara de Paraupebas (PA) não autoriza mudanças no PPA sobre o saneamento
ONDAS participa da articulação da campanha “Salvemos a Guarapiranga”
Setor privado pressiona por adiamento das metas de universalização do saneamento
Contratos de R$ 374,8 milhões da Sanesul levantam questionamentos
Meio Ambiente: Emissões pós-Acordo de Paris são responsáveis por calor recorde
Gestão de ativos no saneamento
ANA alerta: prazo para implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto termina em dezembro
ANA recebe contribuições sobre novas regras para revisão das tarifas de água e esgoto
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SABESP, PRIVATIZADA POR TARCÍSIO, JÁ ACUMULA 6 MORTES EM OBRAS EM APENAS DOIS ANOS
O governador Tarcísio de Freitas chega à corrida para a eleição do estado de São Paulo em um cenário em que a privatização da Sabesp já completa dois anos. A Sabesp foi vendida em 23 de julho de 2024 e deixou de ser uma empresa de economia mista.
Em entrevista ao TVT News, o coordenador administrativo e financeiro do Ondas, Amauri Pollachi, vê a privatização da Sabesp como uma ação totalmente desnecessária. Segundo ele, a empresa tinha capacidade econômica, financeira e técnica de atingir a universalização do saneamento.
“Hoje, se existe uma obra em frente a um domicílio ou um comércio, as pessoas veem essa obra com preocupação. Pode derrubar a sua casa, afetar radicalmente o seu comércio, pode matar gente, como tem acontecido. O número de mortes provocadas por obras da Sabesp tem sido absurdo. Jamais isso aconteceu nos 50 anos em que Sabesp foi uma empresa pública. Nós tivemos, em um período de menos de um ano, seis mortes provocadas por essas obras”. O presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), José Faggian, associado ao Ondas, denuncia o problema das demissões. Quando o processo de privatização começou, a empresa tinha 14.500 trabalhadores, depois de três PDVs (Planos de Demissão Voluntária), o quadro diminuiu em 47%. Edson Aparecido, assessor de saneamento da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários) e secretário executivo do Ondas, critica a medida de redução da pressão adotada pela Sabesp. Segundo ele, isso leva principalmente as pessoas que moram na periferia a ficarem sem água.
ENTIDADES LANÇAM PLATAFORMA NACIONAL DE PROPOSTAS PARA RECONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE SANEAMENTO BÁSICO
O Ondas, em parceria com dezenas de entidades sindicais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa, apresenta a Plataforma Nacional de Propostas – Reconstruindo a Política Nacional de Saneamento Básico: Direitos Humanos, Prestação Pública e Desenvolvimento Nacional.
O documento reafirma os direitos humanos à água e ao saneamento, defende o fortalecimento da prestação pública e propõe uma política de saneamento articulada ao desenvolvimento nacional. Elaborada para contribuir com o debate público no contexto das eleições de 2026, a Plataforma propõe uma mudança de rumo na política de saneamento, recolocando a água e o saneamento como direitos fundamentais e destacando o papel estratégico do Estado no planejamento, financiamento, regulação e prestação dos serviços.
Organizado em oito eixos, o documento reúne propostas voltadas ao fortalecimento da prestação pública, à revisão do marco legal, ao financiamento da universalização, à redução das desigualdades, à ampliação da participação social, ao incentivo à ciência e tecnologia, à melhoria da gestão pública, à segurança hídrica e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Com 74 entidades e organizações signatárias, a Plataforma busca recolocar a água e o saneamento no centro de um projeto nacional de desenvolvimento comprometido com os direitos humanos, a justiça social, a proteção ambiental e a soberania nacional. Leia a íntegra da Plataforma e conheça as entidades signatárias.
PRIVATIZAR OU NÃO A ÁGUA? AUTARQUIAS DEFENDEM PERMANÊNCIA DA MUNICIPALIZAÇÃO
Durante 1° Congresso Técnico Gaúcho de Saneamento na tarde de sexta-feira (18 de Setembro) no Centro de Inovação e Tecnologia, em Novo Hamburgo, autarquias reafirmaram seu posicionamento contrário à privatização do saneamento e abastecimento de água.
Ademais, o projeto do governo do Estado prevê conceder a empresas os serviços de água e esgoto em 176 municípios ainda não atendidos pela Corsan/Aegea.
Segundo o Diretor Técnico da Comusa, Neri Chilanti, a municipalização permite proximidade entre os clientes e as autarquias. Além disso reforça que as empresas visam o lucro, enquanto as autarquias, quando são superavitárias, voltam em investimentos para a cidade.
A intenção do Governo Gaúcho é idêntica à do Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, que vem pressionando as prefeituras, que prestam diretamente os serviços de saneamento, para que privatizem seus serviços por meio do “Programa Universaliza SP”.
SETOR DE SANEAMENTO AINDA TEM 31 LEILÕES PREVISTOS
Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento, que representa concessionárias privadas, feito a pedido da Folha identificou ao menos 31 leilões previstos, envolvendo 631 municípios e R$ 66,3 bilhões em investimentos estimados. A reportagem relata dificuldades para atrair interessados em projetos de Goiás e do Ceará; parte das propostas deverá ser remodelada.
Essa dificuldade merece atenção especial nos municípios menos atraentes para o mercado. O valor anunciado para investimentos e a realização de leilões não equivalem à entrega de água e esgoto à população. Uma avaliação crítica das concessões precisa verificar metas por município, tarifas, capacidade de fiscalização e o que ocorrerá nas áreas em que o retorno financeiro é menor.
Leia na Folha de S.Paulo
GRANDE PROMESSA DO ANO, LEILÕES DE SANEAMENTO FRUSTRAM MERCADO
Os leilões de saneamento chegaram a 2026 como uma das principais promessas para o setor de infraestrutura, mas o desempenho dos certames ao longo do ano ficou abaixo das expectativas. Entre os cinco grandes projetos levados à B3, houve leilão cancelado por falta de propostas e disputas com apenas um concorrente.
LEILÃO DO SANEAMENTO DE RONDÔNIA TERMINA SEM PROPOSTAS
Nenhuma empresa apresentou proposta para a concessão dos serviços de água e esgoto em 40 municípios de Rondônia. O processo previa contrato de 35 anos, com valor estimado em R$ 8,47 bilhões.
O resultado ocorre após semanas de mobilização do SINDUR, sindicato filiado à FNU, em defesa da Caerd e do saneamento público. Ao lado da CUT-RO, o sindicato denunciou fatos relacionados a concessões anteriores, cobrou esclarecimentos e defendeu a suspensão do novo leilão.
O processo chegou a ser suspenso pela Justiça após manifestação favorável do Ministério Público de Rondônia, mas a liminar foi posteriormente derrubada pelo TJRO, permitindo a continuidade do certame. Mesmo assim, nenhuma proposta foi apresentada no prazo de 22 de setembro.
CHUVAS DE SETEMBRO ACRESCENTAM 208 BILHÕES DE LITROS AOS RESERVATÓRIOS DA GRANDE SP
A reportagem informa que as chuvas acrescentaram 208 bilhões de litros aos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo em menos de três semanas de setembro. O texto compara esse volume aos cerca de 193 bilhões de litros economizados ao longo de um ano pela gestão da demanda noturna, medida que inclui a redução da pressão na rede.
A recuperação dos mananciais é uma notícia favorável, mas o volume armazenado não informa, sozinho, como cada bairro recebe água ao longo do dia. Para avaliar a prestação do serviço, é preciso acompanhar também interrupções, pressão nas torneiras e desigualdades territoriais. Essa cobrança vale para a Sabesp privatizada e para o governo responsável pela regulação.
Saiba mais em Folha de Alphaville
SABESP E CETESB DIVERGEM SOBRE ESGOTO EM CAÇAPAVA; ARSESP ABRE 3 FISCALIZAÇÕES
A Sabesp afirmou que o sistema de esgotamento próximo a um córrego da Avenida Brasil, em Caçapava, operava normalmente após uma vistoria em 13 de setembro. No dia seguinte, a Cetesb constatou lançamento irregular de esgoto no curso d’água e coletou amostras. A Arsesp informou que o acompanhamento dos serviços no município já havia resultado em três termos de fiscalização, sem afirmar que os três decorrem desse episódio específico.
A origem do despejo e seu responsável ainda não estavam definidos na reportagem. O ponto crítico, portanto, é exigir a divulgação dos resultados das análises e das providências adotadas, além de esclarecer as responsabilidades da concessionária, da prefeitura e dos órgãos fiscalizadores. A divergência entre as informações disponíveis não autoriza concluir, neste momento, que a Sabesp causou o lançamento.
Saiba mais em Vale 360 News
CÂMARA DE PARAUPEBAS (PA) NÃO AUTORIZA MUDANÇAS NO PPA SOBRE O SANEAMENTO
A Câmara de Parauapebas rejeitou uma proposta do Executivo para alterar o planejamento plurianual de ações de saneamento entre 2026 e 2029. O projeto incluía metas relacionadas a abastecimento, drenagem, hidrômetros e educação sanitária e ambiental. Segundo a Câmara, a prefeitura justificou a mudança pela reorganização das atribuições do serviço municipal após uma concessão parcial.
O caso evidencia uma questão recorrente nas concessões: a transferência de parte dos serviços exige uma definição precisa do que permanece sob responsabilidade pública. Sem metas, orçamento e responsabilidades transparentes, torna-se mais difícil cobrar tanto a concessionária quanto o município pelo atendimento à população.
Leia no site da Câmara Municipal de Parauapebas
ONDAS PARTICIPA DA ARTICULAÇÃO DA CAMPANHA “SALVEMOS A GUARAPIRANGA”
No último dia 23 de setembro, ocorreu no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo a reunião de organização da campanha “Salvemos a Guarapiranga”. O ONDAS esteve presente, representado por sua coordenadora de projetos, Estela Alves.
A Represa Guarapiranga é um dos principais mananciais de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo. Localizada na zona sul da capital e nos municípios de Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu, o reservatório foi construído no início do século XX e, desde 1928, passou a desempenhar papel central no fornecimento de água potável para a população — hoje atendendo mais de 4 milhões de pessoas. Além de sua função essencial no abastecimento, a represa também contribui para o controle de cheias e é utilizada para atividades de lazer e esportes náuticos.
A campanha “Salvemos a Guarapiranga” busca mobilizar entidades, especialistas e a sociedade para enfrentar os graves problemas que ameaçam o manancial, como ocupação desordenada, poluição dos cursos d’água e fragilização das políticas de proteção ambiental. A iniciativa reforça a importância estratégica da represa para a segurança hídrica da metrópole e para a garantia do direito humano à água.
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SETOR PRIVADO PRESSIONA POR ADIAMENTO DAS METAS DE UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO
Reportagem da Agência Infra mostrou que empresas privadas de saneamento têm atuado para postergar as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento, originalmente estabelecidas para 2033. A articulação envolve pressões sobre o governo federal e a defesa de mudanças na legislação que flexibilizem prazos e obrigações de investimento.
Segundo a matéria, o setor privado argumenta que as metas são “inexequíveis” em diversos contratos e que seria necessário “adequar a lei à realidade dos municípios”. No entanto, especialistas apontam que experiências anteriores de prorrogação de metas foram pouco eficazes, resultando em atrasos ainda maiores na expansão dos serviços e na manutenção das desigualdades de acesso.
A posição das empresas privadas revela uma contradição central no debate. Durante a tramitação do Projeto de Lei que deu origem à Lei 14.026/2020, um dos principais argumentos para ampliar a privatização foi justamente a necessidade de universalizar o saneamento até 2033. À época, defendia‑se que a entrada massiva do setor privado garantiria eficiência, capacidade de investimento e rapidez na execução das obras. Agora, com grande parte dos serviços já privatizados ou concedidos, o próprio setor passa a defender o adiamento das metas que antes justificavam sua expansão.
Essa mudança de posição reforça preocupações históricas sobre a fragilidade das promessas de universalização baseadas na lógica de mercado. Para o ONDAS e diversas entidades da sociedade civil, o debate evidencia a importância de recolocar o Estado no centro do planejamento, do financiamento e da prestação dos serviços, garantindo que o direito humano à água e ao saneamento não seja subordinado a interesses comerciais.
O tema deve ganhar força nos próximos meses, especialmente diante da revisão da Política Nacional de Saneamento e das discussões sobre o papel estratégico da prestação pública na garantia da universalização.
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CONTRATOS DE R$ 374,8 MILHÕES DA SANESUL LEVANTAM QUESTIONAMENTOS
Cinco contratos de longo prazo da Sanesul com a EBS, envolvendo a produção de água em oito municípios, somam R$ 374,8 milhões em valores iniciais.
O Sindágua-MS cobra transparência e quer conhecer os estudos que demonstraram a vantajosidade econômica das contratações: EVTEA, VPL, taxa de retorno, custos, riscos, impactos tarifários e comparação com a possibilidade de a própria Sanesul realizar os investimentos. “É preciso colocar as alternativas lado a lado para saber o que é mais vantajoso para a empresa pública e para a população”, afirma o presidente do Sindágua-MS e associado do Ondas, Lázaro de Godoy Neto.
A representação sobre os contratos passou pelo MPF e pelo MPMS sem análise do mérito das alegações. O caso foi encaminhado às promotorias dos oito municípios envolvidos. Quais estudos sustentaram essas decisões? Quais os impactos para a Sanesul e para os consumidores?
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MEIO AMBIENTE: EMISSÕES PÓS-ACORDO DE PARIS SÃO RESPONSÁVEIS POR CALOR RECORDE
Um estudo científico divulgado recentemente mostra que as emissões de gases de efeito estufa liberadas após o Acordo de Paris (2015) são responsáveis por intensificar o calor recorde registrado nos últimos anos. Pesquisadores analisaram ondas de calor extremas e concluíram que, sem o aumento das emissões desde 2015, esses eventos teriam sido significativamente menos severos.
O trabalho indica que o mundo já ultrapassou parte do “orçamento de carbono” necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C, e que as emissões contínuas estão empurrando o planeta para eventos climáticos cada vez mais extremos, mesmo que as metas internacionais sejam cumpridas.
Os cientistas alertam que o aquecimento adicional já está “contratado” pelas emissões recentes, o que significa que ondas de calor mais intensas e frequentes devem continuar ocorrendo nas próximas décadas, reforçando a urgência de ações climáticas mais ambiciosas.
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GESTÃO DE ATIVOS NO SANEAMENTO
A gestão de ativos é fundamental para ampliar a vida útil da infraestrutura de saneamento, especialmente porque grande parte das redes é subterrânea e envelhece sem sinais aparentes. Sem planejamento adequado, os sistemas acumulam falhas, elevam custos emergenciais e perdem eficiência operacional.
O desafio central é justamente esse envelhecimento invisível: mais de 70% das redes estão enterradas, sujeitas à corrosão, incrustações e estresse mecânico. Ao mesmo tempo, os equipamentos de superfície — bombas, painéis elétricos, válvulas — operam continuamente sob condições severas, o que acelera sua deterioração.
Por isso, torna‑se indispensável adotar práticas modernas de manutenção, como monitoramento contínuo, análise de condição e estratégias preditivas. Essas abordagens permitem intervir no momento certo, reduzir gastos operacionais e garantir maior confiabilidade na prestação dos serviços.
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ANA ALERTA: PRAZO PARA IMPLEMENTAÇÃO DA TARIFA SOCIAL DE ÁGUA E ESGOTO TERMINA EM DEZEMBRO
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) alertou que termina em 11 de dezembro de 2026 o prazo legal para a conclusão da implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto. Segundo a Agência, cerca de 157 milhões de brasileiros vivem em municípios onde o processo de implementação do benefício já foi iniciado, embora isso não signifique que toda essa população esteja efetivamente recebendo a tarifa social.
Dados divulgados pela ANA indicam que, em julho, 47 prestadores haviam concluído a implementação, enquanto outros ainda estavam em etapas como obtenção de informações do CadÚnico e do BPC ou processos de reequilíbrio econômico-financeiro. A proximidade do prazo reforça a importância de acompanhar a efetiva aplicação do benefício e sua chegada às famílias de baixa renda.
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ANA RECEBE CONTRIBUIÇÕES SOBRE NOVAS REGRAS PARA REVISÃO DAS TARIFAS DE ÁGUA E ESGOTO
Está aberta até 2 de outubro a consulta pública sobre a nova Norma de Referência que estabelecerá regras para revisões tarifárias de água e esgoto. A proposta trata de temas bastante sensíveis: custos eficientes, investimentos, remuneração do capital, equilíbrio econômico-financeiro e revisões extraordinárias das tarifas.
Consulta Pública nº 3/2026 da ANA.
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