ONDAS – Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento

ONDAS - Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento

O II ENDHAS vai começar; confira a programação completa

O II ENDHAS atingiu o número de 350 inscrições, considerando convidados, participantes em geral, associados do ONDAS, profissionais, estudantes, acadêmicos, movimentos sociais e sindicatos. É um número incrível, que mostra o quanto as pessoas estão preocupadas com o déficit do saneamento no país e a condução da política que tem privatizado às cegas o setor e já causa diversas violações aos direitos humanos à água e ao saneamento.

O evento começa na próxima quarta-feira, 18 de março. Terá início com a solenidade às 8h30 no Auditório Leopoldo Amaral, da Escola Politécnica da UFBA, e contará com a presença da coordenadora geral do ONDAS, Renata de Faria Rocha; o representante da Fiocruz, pesquisador Bernardo Aleixo; o diretor da Escola Politécnica, Prof. Marcelo Embiruçu; o eng. Júlio Cesar Rocha Mota, representante da EMBASA; e a profª Fernanda Deister Moreira, do Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente, Águas e Saneamento da UFBA e organizadora do evento. Às 9h terá início a mesa de debate “Caminhos para a superação do déficit persistente nos serviços de água e saneamento”, com a participação de Patricia Borja, professora da UFBA, Nilzete Carolini da Silva, do coletivo Elas por Elas, do Rio de Janeiro, Thalita Veronica Silva, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, e Julio Mota, da EMBASA.

Ao todo, o evento contará com 4 mesas de debates, 3 sessões de apresentação de trabalhos técnicos e 11 oficinas autogestionadas. Serão 22 horas de debates e proposições para a construção de uma agenda para mudança de rumo da política brasileira de saneamento básico, que está viabilizando a oligopolização e a financeirização de um serviço essencial, e causando males que são invisibilizados pelo discurso neoliberal do financiamento privado como único caminho para a universalização.

As mesas de debate contam ainda com a participação dos professores pesquisadores: Elisabete Pinto (UFBA), Victor de Jesus (UFES) e Suyá Quinstlr (UFRJ); a vereadora de Salvador, Eliete Paraguassu, do PSOL; Poliana Brandão, da Central de Associações Comunitárias Caetité-Bahia; Fabio Smarçaro, do SINDAEMA/ES; eng. Marcos Montenegro, coordenador de comunicação do ONDAS. As entidades e movimentos sociais do Brasil e América Latina são destaque das mesas. Além de Nilzete Carolini da Silva, do coletivo Elas por Elas, que reúne trabalhadoras ambulantes e entregadoras no Rio de Janeiro, participam do debate Ana Caminha, liderança comunitária da Gamboa de Baixo, de Salvador; João Paulo Pedro, do Instituto Mamirauá, da Amazônia; e André Rocha, da Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA; Kelis Rodriguez, da RedVida de El Salvador; e Maria Selva Ortiz, da Comisión Directiva de REDES – Amigos de la Tierra de Uruguay.

As oficinas autogestionadas talvez sejam as atividades mais esperadas do ENDHAS. As organizações e movimentos sociais MAB, Comissão de Comunidades Quilombolas do Rio Doce, Instituto Encruzilhada, Coletivo Elas por Elas, Vida Brasil, ASA, ONDAS, Instituto Mamirauá, Colaboratório PopRua, MNPR Bahia, Aliança Pela Alimentação Saudável, Coletivo Nacional do Saneamento, AGB, FASE, CONAM, NACAB, RedVida, Plataforma de Acordos Comunitários das Américas, juntamente com Fiocruz Minas, SESAI, ANADEP, CESAD/UFBA, LEAU/UFRJ prepararam 11 encontros para debater os caminhos para superação do déficit persistente do saneamento básico no Brasil. Todos os temas sensíveis que traduzem o déficit do saneamento no Brasil serão abordados nessas atividades, dentre os quais racismo ambiental, mudança climática, saneamento rural e em comunidades tradicionais, territórios periféricos, espaços públicos, privatização, financeirização e oligopolização.

Já as sessões técnicas contam com a apresentação de 62 trabalhos nas temáticas propostas para o evento, e acontecem nas 3 sessões, coordenadas por Luiz Alberto Rocha, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito e Desenvolvimento da Amazônia, da UFPA; Luiz Roberto Santos Moraes, professor emérito da UFBA; Merci Fardin, Doutor em Geografia e coordenador do Observatório Capixaba das águas e do Meio Ambiente; Juliano Ximenes, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e  pesquisador do Observatório das Metrópoles; Suyá Quintslr, professora Adjunta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ; e Rejane Santana, professora associada do Departamento de Biorregulação da UFBA. Os trabalhos trazem diversas abordagens sobre os temas que levarão à síntese dos caminhos para superação do déficit persistente do saneamento básico.

O evento conclui seu objetivo com a formulação de um documento formal de recomendações para as políticas públicas brasileiras, que será amplamente divulgado pelo ONDAS em todos os espaços de discussão e para os governos federal, estaduais e municipais em todo o país.

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