Destaques – 18 a 24 de julho de 2026
Em agosto, Ecos do 2° ENDHAS chegam ao Rio de Janeiro
Periferia de São Paulo sente racionamento diário de água com redução de pressão da Sabesp
São José dos Campos sem água
Araraquara dá mais um exemplo: Município abandona UniversalizaSP e mantém saneamento público
Participe do abaixo-assinado pela reestatização da Sabesp
Saneamento em MG gera preocupações pós-privatização da Copasa
O relator do processo de aquisição da Copasa no Cade
Investimentos privados em saneamento superam R$ 177 bilhões no Brasil, mas população não sente melhora
Leilão de saneamento em Rondônia prevê R$ 8,5 bi e vira embate político
Leilão de saneamento em Rondônia testa o mercado (e a Aegea)
Sustação de licitação: Delegado Camargo protocola projeto para suspender privatização da água e esgoto em Rondônia
Caixa capta R$ 1 bi para saneamento atrelado a meta sustentável
Transposição do São Francisco: Para onde foi toda essa água?
ASA e povos da Amazônia debatem seca e mobilidade humana rumo à COP17
Tribuna das Águas repudia a privatização do saneamento em Manaus (artigo de Sandoval Alves Rocha — IHU)
EPA de Trump rejeita regras propostas para fertilizantes de esgoto contaminados com PFAS
Seca extrema atinge Europa
Mudança climática: seca declarada em partes do País de Gales
Guerra contra o Irã: os perigos de atacar usinas de dessalinização de água no Golfo
![]()
EM AGOSTO, ECOS DO 2° ENDHAS CHEGAM AO RIO DE JANEIRO
O evento na noite do dia 6/08, quinta-feira, no Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, será promovido pelo ONDAS com o apoio de diversos sindicatos, da Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde e de diversas outras entidades populares do RJ.
Seu primeiro objetivo é repercutir as discussões e conclusões do 2° Encontro Nacional dos Direitos Humanos à Água e ao Saneamento, realizado no primeiro semestre deste ano em Salvador.
A programação incluirá ainda uma apresentação sobre os resultados de uma pesquisa conjunta Fiocruz Minas e ONDAS sobre a farsa da privatização do saneamento.
Na pauta também um balanço das lutas contra a privatização do saneamento no Rio de Janeiro e seus efeitos nefastos sobre a realização dos direitos humanos à água e ao saneamento.
PERIFERIA DE SÃO PAULO SENTE RACIONAMENTO DIÁRIO DE ÁGUA COM REDUÇÃO DE PRESSÃO DA SABESP
“Aqui falta água todo dia”, conta o líder comunitário Anailson Santos Lima, 48, enquanto conduz a Folha na caminhada morro acima por vielas que separam sobrados com paredes de tijolos de cerâmica aparentes.
A comunidade no ponto mais alto do Jardim D’Abril, no extremo oeste da capital paulista, soma duas condições que a tornam vulnerável em um cenário de escassez hídrica: a falta de conexão oficial com a rede da Sabesp e, principalmente, a localização em um cume onde a água quase não chega quando a companhia de saneamento reduz a pressão na tubulação.
Moradores de São José dos Campos (SP) ficaram esta semana sem abastecimento de água. Uma manutenção da Sabesp, programada inicialmente para terça-feira, precisou ser antecipada para segunda depois que a companhia identificou um vazamento significativo no sistema — afetando cerca de 70% da cidade. A interrupção, que afetou cerca de 450 mil pessoas (70% da cidade), ocorreu devido à antecipação da troca de três válvulas na captação do Rio Paraíba do Sul, iniciada em 20 de julho. A normalização era esperada a partir de quinta-feira, mas no final deste dia ainda havia pessoas sem água na cidade.
O episódio expõe, na prática, os limites do discurso de “eficiência” costumeiramente associado à privatização: a Sabesp, privatizada pelo governo Tarcísio de Freitas em 2024, deixou boa parte de uma grande cidade paulista sem água por dias, com hospitais precisando ser abastecidos por caminhões-pipa. A companhia se limitou a pedir desculpas pelos transtornos em nota oficial.
ARARAQUARA DÁ MAIS UM EXEMPLO: MUNICÍPIO ABANDONA UNIVERSALIZASP E MANTÉM SANEAMENTO PÚBLICO
O prefeito de Araraquara anunciou que o município não dará continuidade ao UniversalizaSP, programa do Governo do Estado voltado à reorganização dos serviços de saneamento. Com a decisão, a cidade mantém o DAAE como responsável pelo abastecimento de água, tratamento de esgoto e demais serviços prestados à população.
A saída do programa ocorre após pressão de servidores, movimentos sociais e vereadores, que manifestaram preocupação com a possibilidade de concessão dos serviços à iniciativa privada.
PARTICIPE DO ABAIXO-ASSINADO PELA REESTATIZAÇÃO DA SABESP
A Sabesp foi privatizada, e quem sentiu o impacto foi o bolso do trabalhador paulista. Desde a venda da companhia, moradores relatam contas mais altas, sem que isso venha acompanhado de melhoria real no atendimento — especialmente nas periferias, onde o investimento tende a seguir a lógica do retorno financeiro, não da necessidade da população.
Mais de 28 milhões de pessoas em São Paulo dependem da Sabesp para ter acesso à água. Água não é mercadoria, é direito. E direitos não deveriam estar sujeitos à lucratividade de acionistas.
A campanha “Reestatiza Sabesp” já reúne mais de mil assinaturas rumo à meta de 50 mil, pressionando o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa a reverem essa decisão. Quanto mais gente assinar, mais difícil fica para o poder público ignorar essa demanda.
Assine e compartilhe. Leva menos de um minuto:
👉 https://www.reestatizasabesp.com.br/
SANEAMENTO EM MG GERA PREOCUPAÇÕES PÓS-PRIVATIZAÇÃO DA COPASA
O processo de privatização da Copasa foi concluído em meados de junho, quando o Grupo Equatorial assumiu 30% da companhia mineira em cerimônia na B3. Passado o anúncio, no entanto, o setor ainda não tem respostas para questões centrais: o futuro da Copanor — subsidiária que atende as regiões mais pobres do estado —, a evolução das tarifas de água e esgoto e as metas de expansão dos serviços seguem indefinidas, segundo associações do setor.
O caso ilustra um padrão recorrente nesses processos: o anúncio da venda é tratado como marco de sucesso, mas os detalhes que mais afetam a população — tarifa, universalização e atendimento às áreas mais vulneráveis — ficam para depois, sem garantias claras. Enquanto isso, o governo estadual mantém apenas poderes de veto em decisões consideradas “estratégicas”, o que deixa margem estreita de controle público sobre o novo operador privado.
O RELATOR DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA COPASA NO CADE
O conselheiro José Levi foi sorteado o relator do processo que analisa, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compra de 30% das ações da Copasa pelo Grupo Equatorial.
Levi será o responsável por examinar o recurso apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Minas Gerais (Sindágua-MG) no último dia 6. Na semana passada, o órgão antitruste admitiu a entidade de classe como terceira interessada no caso.
Ainda não houve análise do mérito da apelação — o que caberá ao parecer de Levi. No relatório, o conselheiro também opinará sobre uma eventual aprovação integral ou com ressalvas da operação. Ele pode, ainda, recomendar a rejeição.
INVESTIMENTOS PRIVADOS EM SANEAMENTO SUPERAM R$ 177 BILHÕES NO BRASIL, MAS POPULAÇÃO NÃO SENTE MELHORA
Uma reportagem publicada nesta semana destaca que os investimentos privados no setor de saneamento já ultrapassam R$ 177 bilhões, resultado atribuído às mudanças trazidas pelo Marco Legal do Saneamento de 2020. A matéria, de tom favorável ao setor privado, associa esse volume de investimento a uma suposta maior “confiança dos investidores” e à expectativa de que o Brasil avance rumo à universalização dos serviços.
Esse tipo de balanço financeiro costuma não vir acompanhado de indicadores de resultado concreto para a população — como evolução real de tarifas, cobertura de esgotamento sanitário ou atendimento às regiões mais pobres, dados que, em casos como Manaus e Minas Gerais, mostram um descompasso entre o volume de capital investido e a qualidade do serviço entregue ao cidadão.
LEILÃO DE SANEAMENTO EM RONDÔNIA PREVÊ R$ 8,5 BI E VIRA EMBATE POLÍTICO
O governo de Rondônia marcou para 29 de setembro o leilão de concessão dos serviços de água e esgoto em 40 dos 52 municípios do estado — incluindo a capital, Porto Velho —, avaliado em R$ 8,5 bilhões. O leilão ocorre “em meio a uma onda de baixo interesse do setor privado pelas últimas grandes licitações de saneamento”, citando os casos recentes de Goiás (cancelado por falta de interessados), Paraíba (lance único) e Ceará (proposta única em cinco lotes ofertados).
O processo também enfrenta forte oposição política: parlamentares protocolaram projeto para suspender a licitação, alegando que uma resolução recente permite ajustes unilaterais no contrato após a aprovação do colegiado regional — que já havia aprovado a concessão por margem apertada (69% a favor). Rondônia é um dos estados com pior índice de tratamento de esgoto do país, o que torna o caso um teste importante sobre se a lógica de mercado realmente resolve os piores gargalos do saneamento brasileiro.
LEILÃO DE SANEAMENTO EM RONDÔNIA TESTA O MERCADO (E A AEGEA)
Após uma sequência de licitações de saneamento sem competição ou até desertas em 2026 — Ceará atraiu apenas uma proposta em julho, Paraíba recebeu lance único em maio, e Goiás foi cancelado por falta de interessados em março —, o mercado vê o leilão de Rondônia, marcado para 29 de setembro, como um “termômetro” decisivo para medir o real apetite dos investidores privados pelo setor.
A reportagem, de viés mais favorável ao mercado, aposta que a concessão vai atrair “dois ou três players”, incluindo a gigante Aegea (controlada por Itaúsa, Equipav e GIC), que já atua em cinco municípios do estado. Mas o próprio histórico recente citado na matéria — de leilões desertos ou com propostas únicas — reforça uma dúvida que o setor tenta minimizar: passados seis anos do Marco Legal, o modelo de privatização segue sem conseguir atrair a concorrência robusta que prometia gerar melhores condições para a população.
![]()
SUSTAÇÃO DE LICITAÇÃO: DELEGADO CAMARGO PROTOCOLA PROJETO PARA SUSPENDER PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA E ESGOTO EM RONDÔNIA
O deputado estadual Delegado Camargo (Podemos) protocolou um projeto de decreto legislativo pedindo a suspensão do leilão de saneamento de Rondônia, marcado para 29 de setembro na B3. O parlamentar aponta que a Resolução nº 2/2026 permite ao governo estadual fazer ajustes unilaterais nas minutas de edital e contrato já aprovadas pelo colegiado regional, sem definir claramente quem fiscalizaria os limites dessas mudanças — abrindo espaço, segundo ele, para que o contrato assinado seja diferente do que foi apresentado aos licitantes.
O deputado reforça ainda que a própria aprovação da concessão no colegiado microrregional foi disputada, com apenas 69% dos votos favoráveis, e defende mais debate público antes da realização do leilão. O caso mostra como decisões sobre privatização do saneamento seguem sendo tomadas em meio a disputas políticas locais e com fiscalização legislativa limitada sobre os termos finais dos contratos.
![]()
CAIXA CAPTA R$ 1 BI PARA SANEAMENTO ATRELADO A META SUSTENTÁVEL
A Caixa Econômica Federal captou US$ 230 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para financiar projetos de água potável, saneamento e gestão de resíduos sólidos no Brasil.
A operação tem seu custo atrelado a metas de sustentabilidade e uma parte dos recursos tem destinação obrigatória: ao menos 40% devem ser destinados a projetos de saneamento nas regiões Norte e Nordeste, onde o déficit de acesso à água e esgoto é maior.
![]()
TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO: PARA ONDE FOI TODA ESSA ÁGUA?
Destacando um custo que estimou ser de cerca R$ 14 bilhões, matéria do portal do jornal inglês The Guardian traz ampla matéria sobre a transposição do São Francisco. A reportagem destaca que apesar das alegações oficiais de que o projeto do Rio São Francisco abastece 12 milhões de pessoas, muitos daqueles que tiveram que ceder seu lugar para a construção em 2007 ainda não têm água encanada.
Os repórteres ouviram Ana Paula Pires Koga, professora de geografia da Universidade Federal do Catalão: “Em seu primeiro mandato, em 2006, Lula incluiu o desvio no programa de aceleração do crescimento [de infraestrutura] ”. O presidente falava em “matar a sede dos sertanejos ” , acrescenta ela. Algumas cidades estão sentindo benefícios tangíveis, mas a grande questão é se a água chegará às populações espalhadas pela região semiárida”, diz Pires Koga.
![]()
ASA E POVOS DA AMAZÔNIA DEBATEM SECA E MOBILIDADE HUMANA RUMO À COP17
Em 13 de julho passado, agricultores, indígenas, gestores públicos e pesquisadores participaram da oficina em Olinda – PE, realizada em parceria com o MMA e OIM. Na ocasião, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) estreitou o diálogo com os povos da Amazônia sobre a mobilidade humana. Embora abriguem biomas totalmente diferentes, tanto o território amazônico quanto o Semiárido compartilham de ciclos periódicos de deslocamento forçado das comunidades cada vez mais afetadas pelos efeitos da emergência climática somados à ausência histórica de políticas públicas estruturantes.
A partir das trocas de experiências e reflexões sobre migração, os participantes elaboraram sugestões para fortalecer a participação do Estado brasileiro na COP17 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, mês que vem, na Mongólia.
![]()
TRIBUNA DAS ÁGUAS REPUDIA A PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO EM MANAUS (ARTIGO DE SANDOVAL ALVES ROCHA — IHU)
No dia 4 de julho, data que marca 26 anos da privatização do saneamento em Manaus, a 12ª Tribuna das Águas levou moradores até a sede da concessionária Águas de Manaus (controlada pelo grupo Aegea) para protestar contra os serviços prestados. Os números citados no artigo são contundentes: mais de duas décadas depois da privatização, a coleta de esgoto atinge apenas 32,35% da cidade, e o tratamento de esgoto chega a míseros 22,78%.
O artigo de Sandoval Alves Rocha, associado do ONDAS, também traz dados do Procon-AM mostrando que a Águas de Manaus lidera o ranking de empresas mais reclamadas da cidade, à frente inclusive de Bradesco e Vivo, acumulando 510 reclamações só até maio de 2026 — quase o dobro da segunda colocada. Para o autor, ligado ao Fórum das Águas do Amazonas, o caso de Manaus é um alerta sobre a distância entre as promessas feitas na privatização e o resultado entregue à população mais de duas décadas depois.
![]()
EPA DE TRUMP REJEITA REGRAS PROPOSTAS PARA FERTILIZANTES DE ESGOTO CONTAMINADOS COM PFAS
A EPA descarta pesquisa científica realizada durante o governo Biden e afirma que o lodo tóxico não representa uma ameaça significativa para o público. “O governo Trump acabou com a revisão regulatória do lodo de esgoto contaminado com PFAs e espalhado em terras agrícolas como fertilizante, uma prática que adoeceu agricultores, destruiu seus meios de subsistência, matou animais, poluiu o abastecimento de água e envenenou carnes e produtos alimentícios vendidos ao público.
A avaliação de risco proposta teria praticamente acabado com o uso de lodo, também chamado de biossólidos, no sistema alimentar do país. Mas a Agência de Proteção Ambiental (EPA) descartou sua pesquisa científica de menos de dois anos atrás, que serviu de base para o desenvolvimento das regulamentações. Justificou a decisão declarando que o lodo não representa uma grande ameaça ao público, pois é usado principalmente em fazendas e em apenas uma pequena porcentagem das terras cultiváveis.
Leia mais no portal da Sociedade dos Jornalistas Ambientais.
O calor intenso provocado pela crise climática está “secando o solo”. Análise científica mostra como as ondas de calor estão tornando a atmosfera mais sedenta, prejudicando o abastecimento de água, a produção de alimentos e a geração de energia.
Ondas de calor recordes fizeram com que a atmosfera quente evaporasse fortemente a água de rios, lagos, solos e plantas – condições que se tornaram 80 vezes mais prováveis devido ao aquecimento global na Europa Ocidental e 40 vezes mais prováveis na Europa Oriental, segundo o estudo. O nível de seca do solo no oeste foi cinco vezes mais provável devido à poluição por combustíveis fósseis e 11 vezes mais provável no leste.
As secas geralmente são associadas à baixa pluviosidade, mas o último inverno na Europa Ocidental foi bastante chuvoso. Os cientistas afirmaram que a crise climática está redefinindo o conceito de seca na Europa, sendo as altas temperaturas o principal fator neste verão. A seca atual na Europa Ocidental é classificada como “extrema”, mas teria sido considerada “moderada” no mundo antes da crise climática, de acordo com a análise.
![]()
MUDANÇA CLIMÁTICA: SECA DECLARADA EM PARTES DO PAÍS DE GALES
Matéria no The Guardian informa que partes do País de Gales estão agora em situação de seca e todas as outras áreas do país estão passando por condições de seca prolongada, com este mês a caminho de ser o mais seco já registrado em quase 200 anos.
Mudanças climáticas “sem precedentes” no Reino Unido estão normalizando os extremos, afirma a análise anual do Estado do Clima no Reino Unido, revelando que os últimos quatro anos no país estão entre os cinco mais quentes já registrados. Dados que remontam a 1884 mostram que o Reino Unido nunca vivenciou um ano tão quente quanto 2025, de acordo com o relatório anual State of the UK Climate, com temperaturas elevadas a níveis vertiginosos pela poluição de carbono que satura a atmosfera.
![]()
GUERRA CONTRA O IRÃ: OS PERIGOS DE ATACAR USINAS DE DESSALINIZAÇÃO DE ÁGUA NO GOLFO
No portal do Arab Center Washington DC, matéria por Manal Shehabi destaca que a atenção internacional tem se concentrado no impacto energético e econômico do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã. No entanto, para as pessoas que vivem nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e no Irã, a guerra também tem o potencial de colocar em risco um recurso ainda mais vital: a água. Nessa região, a mais afetada pela escassez hídrica do mundo, a dessalinização da água — a transformação da água salgada em água doce adequada para consumo humano e outros usos — é essencial para sustentar vidas, economias e segurança. Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram sua guerra contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026, diversas usinas de dessalinização na região do Golfo foram atingidas, afetando o funcionamento de sistemas de abastecimento de água essenciais para as populações civis.
Aamnah Fatima Khan, no site do Human Rights Reserch Center (HRCC) sob o título Água sob ataque destaca os problemas que o conflito crescente no Golfo traz para a segurança hídrica da população civil e os riscos humanitários e apela a todas as partes para que respeitem o direito humanitário internacional e garantam a proteção de serviços essenciais, em particular os sistemas de abastecimento de água, cruciais para a sobrevivência da população civil.
FORTALEÇA A LUTA DO ONDAS EM DEFESA DO DIREITO À ÁGUA!
. Você ainda não é sócio do ONDAS?
O ONDAS é constituído por pessoas que acreditam e trabalham pelo saneamento público universal e de qualidade. Seus associados são acadêmicos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores do setor, integrantes de movimentos sociais que têm a convicção de que água é um direito, não mercadoria.
Você também pode ser um associado do ONDAS! Preencha o formulário e junte-se a nós.
CONFIRA AS EDIÇÕES ANTERIORES DE A SEMANA – clique aqui