Destaques – 4 de junho a 10 de julho de 2026
Sabesp cobra R$ 25 mil em contas em bairros sem esgoto e com corte diário de água
O que diz recurso ao Cade contra aval à venda da Copasa
Perfin vira o segundo maior acionista de Copasa e quer mais em saneamento
Trabalhadores da Copasa denunciam precarização e adoecimento
Equatorial contesta recurso ao Cade e diz que sindicato tenta ‘tumultuar’ privatização da Copasa
Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor
Artigo: Fragmentos da História do Saneamento no Estado da Bahia: Aspectos Jurídicos e Institucionais com Ênfase na Relação com a Área da Saúde, no Período 1838-1929
Aegea propõe aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões. Itaúsa pode embarcar na operação
Leilão de R$ 8,47 bilhões vai definir empresa que deve assumir serviços de água e esgoto em 40 municípios de RO
SINTAEMA SC: A mobilização pelo Concurso Público e pala Regionalização do Saneamento continua
A Privatização da Sabesp e o desmonte do saneamento
Governo de SP abre consulta pública sobre o regimento dos Conselhos Deliberativos de Saneamento da URAE 2
Europa enfrenta crise de calor extremo por falta de climatização
Super El Niño se forma no Pacífico e Brasil precisa adaptar cidades
União Europeia reduz aterros sanitários para 10% até 2035
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SABESP COBRA R$ 25 MIL EM CONTAS EM BAIRROS SEM ESGOTO E COM CORTE DIÁRIO DE ÁGUA
A Sabesp, companhia de água e esgoto paulista privatizada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, vem cobrando valores exorbitantes em contas de consumo de água em bairros da periferia da capital que convivem com o corte diário de fornecimento de água.
A reportagem do DCM, nos últimos dois meses, esteve em bairros periféricos das regiões Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade de São Paulo. Em todos eles, há reclamações, indícios e provas de que a Sabesp, após a privatização, vem apresentando contas de água cujos valores não correspondem ao consumo das residências confrontadas com a cobrança.
A moradora do bairro Jardim Pantanal Bárbara Maciel dos Santos – que mora em uma casa de 45 metros quadrados, junto com seu marido e dois filhos pequenos – recebia em sua residência contas de água que não ultrapassavam o valor de R$ 30.
Então, logo após a Sabesp substituir o relógio de medição de sua casa, em março de 2025, chegou a uma conta no valor de R$ 25.985,54.
O QUE DIZ RECURSO AO CADE CONTRA AVAL À VENDA DA COPASA
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recebeu, nesta segunda-feira (6), recurso contra a aprovação, sem restrições, da compra de 30% da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) pelo Grupo Equatorial.
A apelação foi protocolada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG). A entidade pede que o processo envolvendo a Copasa deixe o rito sumário, modalidade que permitiu o sinal verde à negociação em cerca de duas semanas, e passe a ser analisado sob o rito ordinário, que implica em levar o assunto ao Tribunal do Cade.
PERFIN VIRA O SEGUNDO MAIOR ACIONISTA DE COPASA E QUER MAIS EM SANEAMENTO
Após atingir uma participação de 15,25% na Copasa antes da privatização, a Perfin ampliou a fatia para cerca de 20% após a oferta e se tornou o segundo maior acionista da empresa mineira de saneamento. Fica atrás da Equatorial, que será o acionista de referência, com 30%. A gestora vê espaço para aumentar os investimentos no setor de saneamento e avalia o lançamento de um terceiro fundo de infraestrutura no ano que vem.
Na Copasa, apesar de não fazer parte do acordo de acionistas, a Perfin pretende ter uma postura ativa, indicando membros para o conselho e comitês. “A gente se dá bem com a Equatorial, fomos sócios da empresa em uma linha de transmissão”, diz Ralph Rosenberg, sócio fundador e diretor de investimentos da Perfin.
TRABALHADORES DA COPASA DENUNCIAM PRECARIZAÇÃO E ADOECIMENTO
Mesmo com a garantia de 18 meses de estabilidade após a conclusão da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), os trabalhadores da empresa estão sendo pressionados a aceitar transferências para locais distantes até 900 quilômetros da própria residência. Essa foi a principal denúncia recebida pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta sexta-feira (3/7/26).
Durante audiência pública, representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua), manifestaram preocupação com o adoecimento mental causado pela precarização das condições de trabalho. Segundo diretor financeiro Wanderci Gomes, trabalhadores estabelecidos há quase 40 anos em um mesmo município estão sendo surpreendidos por e-mail com o aviso sobre a necessidade de se apresentar para atuar em outra unidade. Se ela estiver situada a até 75 quilômetros, a Copasa não oferece ajuda de custos.
EQUATORIAL CONTESTA RECURSO AO CADE E DIZ QUE SINDICATO TENTA ‘TUMULTUAR’ PRIVATIZAÇÃO DA COPASA
Nova sócia de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Equatorial pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que rejeite um recurso contra a aprovação sem restrições do negócio. A contestação à apelação foi apresentada nessa quarta-feira (8).
A peça recursal questionada pela Equatorial foi protocolada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG) na segunda-feira (6). Segundo a holding, a entidade de classe tem ajuizado diversas ações “com o claro intuito de tumultuar o processo de privatização da Copasa”.
EMPRESAS DE SANEAMENTO COGITAM SUSPENDER FLUORETAÇÃO DA ÁGUA COM ALTA NO PREÇO DO FLÚOR
O fechamento do Estreito de Ormuz em decorrência da guerra no Oriente Médio provocou uma forte elevação do preço do petróleo e de diversos insumos utilizados na infraestrutura e no saneamento. Entre eles está o ácido fluossilícico, empregado na fluoretação da água de abastecimento público, cujo preço, segundo a Abcon, aumentou mais de 300% em razão da escassez do produto no mercado.
Diante desse cenário, a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) anunciou que pretende solicitar ao Ministério da Saúde a suspensão temporária da obrigatoriedade da fluoretação da água por até 90 dias, ou a redução das dosagens, até que o abastecimento do insumo seja normalizado.
Essa posição suscita um importante debate sobre as prioridades da gestão privada dos serviços de saneamento. Em vez de defender medidas que preservem uma política pública consolidada de prevenção em saúde bucal — como a absorção temporária desse custo pelas concessionárias, a revisão das margens de lucro, da distribuição de dividendos ou das elevadas remunerações dos diretores estatutários —, a alternativa apresentada pela entidade consiste em reduzir ou suspender um procedimento reconhecido como uma das mais eficazes e econômicas estratégias de prevenção da cárie dentária.
Embora a Abcon sustente que a interrupção temporária da fluoretação não comprometeria a potabilidade da água, a medida implica a suspensão de uma importante política pública de saúde, cujos benefícios alcançam toda a população, especialmente os grupos de menor renda, que dependem mais intensamente de políticas universais de prevenção. Assim, a proposta evidencia uma lógica em que a preservação da rentabilidade das empresas tende a prevalecer sobre a manutenção integral de um serviço que produz relevantes benefícios coletivos à saúde pública.
ARTIGO: FRAGMENTOS DA HISTÓRIA DO SANEAMENTO NO ESTADO DA BAHIA: ASPECTOS JURÍDICOS E INSTITUCIONAIS COM ÊNFASE NA RELAÇÃO COM A ÁREA DA SAÚDE, NO PERÍODO 1838-1929
O artigo do pesquisador e membro do ONDAS Luiz Roberto Santos Moraes (PhD em Saúde Ambiental pela University of London / UFBA) investiga as raízes das políticas públicas de saúde e saneamento na Bahia ao longo de quase um século (1838 a 1929). O recorte temporal não é aleatório: ele delimita o percurso entre o primeiro esboço de organização sanitária provincial — a criação do Conselho de Salubridade Pública da Bahia em 1838 — e a posterior elevação da pasta da saúde ao status de Secretaria de Estado em 1927, um marco que conferiu ao estado o pioneirismo absoluto nessa estrutura federativa no Brasil.
O objeto central da discussão é entender como o aparato jurídico-institucional lidou com o cenário de extrema precariedade da capital, Salvador, uma cidade assolada por epidemias de febre amarela, febres tifo-paratíficas e disenterias devido à falta de infraestrutura básica.
AEGEA PROPÕE AUMENTO DE CAPITAL DE ATÉ R$ 2,1 BILHÕES. ITAÚSA PODE EMBARCAR NA OPERAÇÃO
Maior empresa privada de saneamento do Brasil, a Aegea anunciou na terça-feira, 7 de julho, por meio de fato relevante, a convocação de seus acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para 28 de julho, com o objetivo de deliberar sobre um aumento de capital social de até R$ 2,1 bilhões visando o fortalecimento da estrutura financeira da companhia. A operação será realizada por meio da emissão de até 37.979.634 ações ordinárias, com preço unitário de aproximadamente R$ 55,29. Uma hora após o anúncio, a Itaúsa – terceiro maior acionista da Aegea – informou que, a depender de como os demais acionistas exercerem seus respectivos direitos, poderá subscrever, dentro do prazo de 30 dias, um montante entre aproximadamente R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão na operação.
LEILÃO DE R$ 8,47 BILHÕES VAI DEFINIR EMPRESA QUE DEVE ASSUMIR SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTO EM 40 MUNICÍPIOS DE RO
O Governo de Rondônia publicou, nesta terça-feira (7), o aviso de licitação internacional que deve transferir para uma empresa privada a responsabilidade pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 40 municípios do estado, por meio de um contrato de concessão com valor estimado em R$ 8,47 bilhões.
A sessão pública do leilão acontece no dia 29 de setembro de 2026, às 14h (horário de Brasília), na sede da B3, em São Paulo. O edital e os demais documentos da licitação estão disponíveis no site da Superintendência Estadual de Compras e Licitações (Supel).
SINTAEMA SC: A MOBILIZAÇÃO PELO CONCURSO PÚBLICO E PALA REGIONALIZAÇÃO DO SANEAMENTO CONTINUA
A CASAN precisa de trabalhadores. A população precisa de um saneamento público forte.
Santa Catarina precisa, com urgência, da regionalização do saneamento para garantir investimentos, fortalecer a Companhia e assegurar a universalização dos serviços.
A falta de pessoal já é insustentável. São centenas de trabalhadores a menos, sobrecarga de trabalho, adoecimento da categoria e prejuízos para o atendimento à população. Concurso público já!
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A PRIVATIZAÇÃO DA SABESP E O DESMONTE DO SANEAMENTO
Em entrevista ao programa Entrelinhas Vermelhas, da TV Vermelho, José Fagian denuncia aumento de acidentes, demissões em massa, piora dos serviços e alerta para os riscos da privatização do saneamento. O presidente do Sintaema, José Faggian, participou no dia 2 de julho do programa Entrelinhas Vermelhas, da TV Vermelho, transmitido pelo canal oficial da TV Vermelho no YouTube. A entrevista foi conduzida pelo jornalista André Cintra e abordou os quase dois anos da privatização da Sabesp, seus impactos para trabalhadores e população, além dos riscos da expansão do modelo para outros estados brasileiros. Durante a conversa, Faggian afirmou que a privatização confirmou todos os alertas feitos pelo Sintaema desde o início do processo.
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GOVERNO DE SP ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE O REGIMENTO DOS CONSELHOS DELIBERATIVOS DE SANEAMENTO DA URAE 2
Está oficialmente aberta a Consulta Pública nº 01/2026 para receber contribuições e manifestações sobre as minutas do Regimento Interno do Conselho Deliberativo da Unidade Regional de Saneamento Básico 2 (URAE 2) e das Subunidades Regionais (Sub-URAEs).
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EUROPA ENFRENTA CRISE DE CALOR EXTREMO POR FALTA DE CLIMATIZAÇÃO
A Europa registra nesta semana sua terceira onda de calor severa do ano, com temperaturas até 10°C acima da média histórica em países como Espanha, Portugal, França e Reino Unido. Desde 21 de junho, mais de 1.300 mortes relacionadas ao calor extremo foram confirmadas no continente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em 28 de junho que 150 milhões de pessoas vivem sob calor extremo, escolas fecharam e redes elétricas entraram em colapso.
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SUPER EL NIÑO SE FORMA NO PACÍFICO E BRASIL PRECISA ADAPTAR CIDADES
O Pacífico pode registrar um aquecimento de 2°C ou mais acima da média nos próximos meses, configurando um super El Niño capaz de intensificar eventos climáticos extremos em todo o Brasil. O alerta é de especialistas em clima e urbanismo, que defendem a adaptação urgente das cidades brasileiras como única estratégia viável diante da nova realidade climática.
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UNIÃO EUROPEIA REDUZ ATERROS SANITÁRIOS PARA 10% ATÉ 2035
A União Europeia estabeleceu meta de reduzir a deposição de resíduos municipais em aterros sanitários para no máximo 10% até 2035. A medida faz parte da Diretiva de Aterros Sanitários, revisada em 2018, que proíbe o descarte de materiais recicláveis ou com potencial de recuperação energética a partir de 2030. Segundo a Comissão Europeia, em 2018, 24% de todos os resíduos municipais gerados no bloco eram enviados a aterros.
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