Destaques – 26 de setembro a 2 de outubro de 2026
Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde protocola representação no Ministério Público do RJ para apurar concessão do saneamento no Estado
Água não é mercadoria. É direito!
Em São Paulo, as privatizações do governador Tarcísio de Freitas no centro da campanha eleitoral
Copasa muda comando e empossa executivo indicado pela Equatorial
Consulta da Câmara de São Carlos sobre o SAAE tem 97% de manifestações contra concessão ou privatização
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Atenção em outubro
Crise hídrica pode gerar impacto de US$ 397 bilhões para empresas, aponta CDP
Abastecimento de água e mudanças climáticas entram no centro do debate sobre infraestrutura de Pernambuco
Governo Lula firma acordo de R$ 1,8 bi com agência francesa para desenvolvimento regional
Falta um mês para o término da consulta pública com foco na participação do Brasil na 3ª Conferência da ONU sobre a Água
Sindicato cobra de candidatos ao governo do ES compromisso com saneamento público
Seca ameaça oferta de água no Nordeste e de energia na Amazônia
ANA lança painel para consultas sobre os eventos de participação social promovidos pela autarquia
Apitaço na zona norte de Porto Alegre reforça luta contra a privatização do DMAE
Funasa apresenta soluções para pequenas comunidades em simpósio ambiental
Caixa Econômica Federal estuda fazer estruturação de projetos de infraestrutura
Análise estima que decisões de Lula mantiveram 20 mil km² da Amazônia em pé desde 2022
ONDAS participa de reunião da Pastoral da Ecologia para discutir privatização do saneamento em SP
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REDE DE VIGILÂNCIA POPULAR EM SANEAMENTO E SAÚDE PROTOCOLA REPRESENTAÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RJ PARA APURAR CONCESSÃO DO SANEAMENTO NO ESTADO
A representação resulta do trabalho político feito pela Rede em relação a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado do Rio de Janeiro.
A Representação não afirma antecipadamente a existência de crime, improbidade ou conluio como fatos comprovados.
Seu objetivo é apresentar os fatos, documentos e indícios reunidos e solicitar que o Ministério Público exerça suas atribuições de investigação, inclusive para verificar a eventual existência de favorecimento indevido, dano ao patrimônio público, atuação coordenada entre agentes públicos e privados ou outras irregularidades.
ÁGUA NÃO É MERCADORIA. É DIREITO!
A privatização da Sabesp escancara uma contradição: enquanto os lucros dos investidores crescem, a população enfrenta aumento nas tarifas, interrupções no abastecimento, problemas na qualidade da água e falta de acesso adequado ao esgotamento sanitário. Quando o acesso é subordinado aos interesses do mercado, são as famílias trabalhadoras que sentem os efeitos da precarização dos serviços.
Nesta eleição, pergunte: quem controla a água? Quem lucra? Quem paga quando o serviço falha?
Assista ao vídeo produzido pelo BR Cidades aqui
EM SÃO PAULO, AS PRIVATIZAÇÕES DO GOVERNADOR TARCÍSIO DE FREITAS NO CENTRO DA CAMPANHA ELEITORAL
O jornal francês Le Monde, que entrevistou o coordenador do ONDAS Amauri Pollachi, examina a presença das privatizações no debate eleitoral paulista, incluindo a Sabesp. Reúne críticas à qualidade dos serviços, à redução de pessoal e à condução das concessões, contrapostas à justificativa governamental de atrair investimentos. A reportagem também aborda transportes, mostrando como diferentes serviços públicos passaram a integrar o confronto político.
Leia no site do ONDAS a reportagem traduzida.
COPASA MUDA COMANDO E EMPOSSA EXECUTIVO INDICADO PELA EQUATORIAL
Reportagem do portal “Carta de Notícias” informa que Augusto Dantas Borges, executivo do Grupo Equatorial, assumiu a presidência da Copasa, com mandato até 2028. A mudança foi oficializada em 28 de setembro.
Marília Carvalho de Melo deixou a presidência e passou à Diretoria de Relações Institucionais e Sustentabilidade. Também houve alterações no Conselho de Administração.
A mudança no comando da Copasa, evidencia como a privatização tem reconfigurado profundamente a estrutura da empresa. A privatização — concluída apesar de questionamentos do sindicato e de disputas judiciais — tende a priorizar metas de ampliação dos lucros em detrimento da universalização do saneamento, especialmente em municípios menores, onde a rentabilidade é limitada. A reestruturação reforça o papel da Equatorial na condução estratégica da companhia e mantém aceso o debate sobre os impactos da privatização no saneamento básico em Minas Gerais.
CONSULTA DA CÂMARA DE SÃO CARLOS SOBRE O SAAE TEM 97% DE MANIFESTAÇÕES CONTRA CONCESSÃO OU PRIVATIZAÇÃO
A consulta pública da Câmara de São Carlos recebeu 664 contribuições sobre o futuro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Segundo o Legislativo, 97,14% das manifestações foram contrárias à concessão ou privatização, enquanto 2,86% foram favoráveis. As contribuições serão organizadas e disponibilizadas como registro da participação popular.
Embora não constituam uma amostra representativa de toda a cidade, as manifestações revelam uma posição clara entre os participantes e geram uma cobrança política relevante: qualquer mudança no modelo de prestação deverá dialogar abertamente com as preocupações dos moradores, apresentar impactos tarifários e comparar alternativas de fortalecimento do serviço público.
São Carlos é uma das cidades que fizeram pré‑adesão ao Programa Universaliza SP, iniciativa do governo estadual que busca expandir a privatização iniciada com a Sabesp para os serviços municipais de saneamento ainda públicos. O ONDAS vem alertando população, prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras sobre os riscos de adesão ao Universaliza e à URAE 2, que pode reduzir a autonomia dos municípios na gestão do saneamento.
SISTEMA CANTAREIRA PASSARÁ A OPERAR NA FAIXA DE ATENÇÃO EM OUTUBRO
A ANA e a SP Águas informaram que o Cantareira passará da Faixa de Alerta para a Faixa de Atenção em outubro. O sistema chegou a 41,10% do volume útil, ante 32,99% no fim de agosto. A mudança permite à Sabesp captar até 31 metros cúbicos por segundo, abaixo dos 33 autorizados em condições normais.
A recuperação do reservatório não elimina a necessidade de reduzir perdas, proteger mananciais e preparar respostas à escassez. A gestão de uma concessionária deve ser fiscalizada também pelos incentivos à economia de água e pela proteção das famílias vulneráveis, especialmente quando medidas operacionais afetam a regularidade do abastecimento.
Nesse sentido, o ONDAS defende a retomada de iniciativas adotadas na última crise hídrica em São Paulo, como o desconto proporcional para quem economiza água. Também propõe que a Sabesp taxe grandes consumidores — como empresas e indústrias —, amplie a instalação gratuita de caixas d’água pelo programa Reserva Certa e aumente os investimentos na proteção dos reservatórios. Nesse sentido, em parceria com Greenpeace, SOS Mata Atlântica e Instituto Água e Saneamento, lançou a campanha “Sabesp, quem economiza merece desconto na conta d’água”, que convida a população a assinar a petição.
CRISE HÍDRICA PODE GERAR IMPACTO DE US$ 397 BILHÕES PARA EMPRESAS, APONTA CDP
A água pode se tornar um fator cada vez mais determinante para a produção industrial e para as cadeias globais de suprimentos. Uma análise do Carbon Disclosure Project (CDP) com informações divulgadas por mais de 6.500 empresas aponta que as companhias antecipam US$ 397 bilhões em impactos financeiros futuros relacionados a desafios hídricos. Os riscos incluem custos de interrupções, mudanças regulatórias e necessidade de novos investimentos.
O levantamento, intitulado “Água, Comércio e Capital: Como a água está remodelando a geopolítica, cadeias de suprimentos e risco financeiro”, mostra que os impactos já são sentidos pelas empresas. As companhias que quantificaram seus efeitos financeiros relatam US$ 1,4 bilhão em impactos atuais associados a interrupções relacionadas à água. A maior parte dos impactos financeiros futuros identificados está ligada às próprias operações das empresas, mas a exposição também aparece nas cadeias de fornecedores. Segundo o CDP, US$ 45 bilhões dos impactos previstos surgem a montante nas cadeias de suprimentos.
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ABASTECIMENTO DE ÁGUA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS ENTRAM NO CENTRO DO DEBATE SOBRE INFRAESTRUTURA DE PERNAMBUCO
O Blog “Edmar Lyra”, de Pernambuco, reuniu, por meio de reportagem, os principais confrontos sobre água, Compesa e prevenção de desastres no debate entre João Campos e Raquel Lyra. Campos questionou os efeitos da concessão sobre os consumidores e levantou a possibilidade de aumento tarifário; Lyra defendeu o modelo como instrumento para ampliar investimentos e acelerar obras. Essas afirmações são posições dos candidatos.
GOVERNO LULA FIRMA ACORDO DE R$ 1,8 BI COM AGÊNCIA FRANCESA PARA DESENVOLVIMENTO REGIONAL
O governo federal firmou um acordo de 300 milhões de euros, aproximadamente R$ 1,8 bilhão, com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Os recursos financiarão fundos regionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste entre 2026 e 2030. Água e saneamento estão entre os setores contemplados, juntamente com resíduos, energia, infraestrutura e outras áreas; não se trata de verba exclusiva para saneamento.
A operação evidencia a importância do financiamento público e da cooperação internacional para ampliar investimentos. Será necessário acompanhar quais projetos receberão crédito, seus beneficiários e seus resultados. A disponibilidade de recursos deve fortalecer o atendimento aos territórios vulneráveis, evitando que o financiamento público apenas reduza riscos de negócios sem contrapartidas sociais suficientes.
FALTA UM MÊS PARA O TÉRMINO DA CONSULTA PÚBLICA COM FOCO NA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA 3ª CONFERÊNCIA DA ONU SOBRE A ÁGUA
A consulta que subsidiará a participação brasileira na Conferência da ONU sobre a Água segue aberta até 31 de outubro, na plataforma Brasil Participativo. Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e pela ANA, recebe propostas, experiências e prioridades sobre segurança hídrica e governança, com participação de outros ministérios.
A construção da posição brasileira deve incluir populações afetadas pela falta de água, organizações comunitárias e trabalhadores, além dos operadores. O debate internacional pode contribuir para cobrar acesso efetivo e participação nas decisões. Para isso, é importante divulgar como as contribuições recebidas serão consideradas na formulação dos compromissos do país.
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SINDICATO COBRA DE CANDIDATOS AO GOVERNO DO ES COMPROMISSO COM SANEAMENTO PÚBLICO
O Sindaema ES enviou aos cinco candidatos ao governo do Espírito Santo uma carta solicitando compromisso contra a privatização do saneamento. O sindicato aponta riscos tarifários, dificuldades de atendimento a áreas rurais e periferias e impactos sobre as condições de trabalho. A iniciativa ocorre enquanto avançam estudos de concessões e parcerias público-privadas no estado.
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SECA AMEAÇA OFERTA DE ÁGUA NO NORDESTE E DE ENERGIA NA AMAZÔNIA
A reportagem descreve riscos ao abastecimento de água no Nordeste e à geração de energia em localidades isoladas da Amazônia. A redução das chuvas e dos níveis dos rios compromete reservatórios e transporte de combustível. O texto relaciona o cenário ao El Niño e apresenta mobilizações para antecipar respostas à estiagem.
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ANA LANÇA PAINEL PARA CONSULTAS SOBRE OS EVENTOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL PROMOVIDOS PELA AUTARQUIA
A ANA disponibilizou um painel com informações sobre consultas públicas, audiências e tomadas de subsídios realizadas entre 2011 e 2026. A ferramenta apresenta quantitativos de participantes e sugestões, além de documentos associados aos processos. Também foi divulgado um relatório diagnóstico sobre a evolução da participação social na agência. Link da publicação.
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APITAÇO NA ZONA NORTE DE PORTO ALEGRE REFORÇA LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO DMAE
O protesto integrou a mobilização contra a privatização do departamento e reuniu participantes com apitos e faixas. A mobilização questiona a subordinação de serviços essenciais à rentabilidade empresarial. Para o debate avançar, a prefeitura de Porto Alegre deve apresentar estudos, impactos tarifários e alternativas de investimento na estrutura pública. A participação dos trabalhadores importa também pelo conhecimento operacional acumulado, que precisa ser considerado nas decisões sobre o futuro do serviço. Saiba mais.
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FUNASA APRESENTA SOLUÇÕES PARA PEQUENAS COMUNIDADES EM SIMPÓSIO AMBIENTAL
A escolha de tecnologias de saneamento básico para pequenos municípios e comunidades rurais deve considerar as condições de cada local e a capacidade de manter os sistemas em funcionamento. Esse foi um dos pontos abordados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no encerramento do 13º Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental (SIQA) 2026, na última sexta-feira (25), em Porto Alegre (RS).
Com o tema “Tecnologias ambientais e inovação”, o evento organizado pela seção Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-RS) reuniu profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores para discutir questões como segurança hídrica, reuso de água, soluções baseadas na natureza e os efeitos das mudanças climáticas.
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CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ESTUDA FAZER ESTRUTURAÇÃO DE PROJETOS DE INFRAESTRUTURA
O vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Marcos de Carvalho Araújo, afirmou nesta terça-feira (29) que o banco estuda atuar diretamente na estruturação de projetos de infraestrutura. “Hoje, a gente presta assistência técnica, que é o Caixa Políticas Públicas, e estamos fazendo estudos para a gente poder também elaborar os projetos, os anteprojetos, os projetos executivos. Inclusive, a gente precisa ver as questões legais, jurídicas, para não haver nenhum tipo de impacto ao ‘chinese wall’. Mas é um dos nossos interesses para os próximos meses”, disse o executivo ao C-Level.
A ampliação do papel da Caixa na modelagem de projetos ocorre em um momento em que o BNDES tem priorizado a estruturação de concessões e privatizações, especialmente no saneamento, por meio de estudos, modelagens e financiamentos. O ONDAS alerta que esse movimento concentra a capacidade técnica dos bancos públicos em processos de desestatização, reduzindo o apoio a alternativas de fortalecimento dos serviços públicos. Há preocupação de que a Caixa siga o mesmo caminho, deslocando sua atuação para projetos que podem resultar em privatizações, em vez de apoiar soluções públicas e comunitárias de infraestrutura.
ANÁLISE ESTIMA QUE DECISÕES DE LULA MANTIVERAM 20 MIL KM² DA AMAZÔNIA EM PÉ DESDE 2022
Modelagem aponta que a aplicação do Código Florestal reduziu a perda de floresta, mas a eleição de 2026 pode alterar essa trajetória.
Uma área de floresta amazônica equivalente ao estado norte-americano de Nova Jersey pode ter permanecido em pé desde 2022 graças à mudança na política ambiental brasileira. Essa é a estimativa de uma análise da Carbon Brief, baseada em modelos que comparam a trajetória observada durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva com um cenário de fiscalização fraca do Código Florestal, associado ao período de Jair Bolsonaro. O cálculo aponta que pelo menos 20 mil km² de desmatamento foram evitados desde a eleição de Lula. O número não representa uma medição direta de árvores preservadas em uma única área, mas a diferença entre o desmatamento registrado e o que poderia ter ocorrido caso as regras ambientais não tivessem sido aplicadas.
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ONDAS PARTICIPA DE REUNIÃO DA PASTORAL DA ECOLOGIA PARA DISCUTIR PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO EM SP
Representantes do ONDAS participaram, na última terça-feira (29), de uma reunião com Coordenadores Diocesanos da Pastoral da Ecologia Integral (PEI), lideranças e coordenadores das Pastorais Sociais que integram o Grupo de Trabalho da PEI, criado para analisar o programa do Governo do Estado de São Paulo que pretende transferir à iniciativa privada os serviços municipais de água e saneamento.
Durante o encontro, deliberou-se pela realização de reuniões com outras dioceses do Estado e pela produção de uma cartilha destinada a informar a população sobre os impactos dessa proposta nos municípios que possuem autarquias ou departamentos de água e esgoto.
A reunião reuniu lideranças de diversas cidades paulistas vinculadas a diferentes dioceses, fortalecendo o diálogo e a articulação sobre os possíveis efeitos do programa estadual.
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